09 de julho de 2026
Geral

Edmundo deve exercer o seu último mandato

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Tucano demonstra insatisfação com seu partido, reclama da falta de apoio e diz que seu futuro político no PSDB é incertoTrês legislaturas, que somam 12 anos de Câmara Municipal, é o tempo suficiente para um vereador colaborar com a comunidade e com o Município. A avaliação é do vereador Edmundo Albuquerque (PSDB). Segundo ele, se não houver alterações na sua trajetória política, a tendência do tucano é cumprir seu último mandato como parlamentar.Na verdade, Albuquerque quer alçar vôos mais altos. Na eleição de 98, disputou uma vaga à Assembléia Legislativa, mesmo depois de ter sido abandonado, às vésperas da eleição, pelo ex-deputado federal Tuga Angerami, na época no PSDB, que decidiu não concorrer à reeleição.Na última eleição municipal, o nome do tucano circulou entre as lideranças do PDT para dobrar com o então candidato a prefeito Pedro Tobias. Não vingou. A situação de Albuquerque no PSDB é de desconforto. Filiado há 11 anos no partido, o vereador não esconde que sua vida partidária tem sido muito difícil.O PSDB não tem me dado o apoio que esperava ter. As divergências internas deveriam ter sido superadas e isso não ocorreu. Meu futuro no PSDB é incerto, desabafa. Ele não afirma categoricamente que poderá deixar o partido, mas também não diz o contrário.Bauruense nato, Edmundo Albuquerque cresceu nas redondezas da Vila Cardia. Sua ligação com a Igreja Católica é muito forte. Se perguntam a ele desde quando isso ocorre, a resposta é firme: Desde quando nasci. Quando informou ao pai, mulher e filhos que estava decidido a entrar para a política, foi preciso gastar muita saliva para convencê-los. Se eu decidir hoje que vou abandonar a política, pode ter certeza que eles vão ficar contentes, afirma.Valeu a penaO tucano avaliou que valeu a pena cumprir as duas primeiras legislaturas e acredita que a terceira não será diferente. Ele analisa que o período serviu para a população conhecer o esquema de corrupção que cercava a administração municipal. Todo mundo sabia o que acontecia e a impressão que se passava era de que ninguém iria fazer nada, diz.O vereador conta que cansou de ouvir que, ao entrar para a política, seria corrompido pelo sistema. Nunca me corrompi e também nunca fui convidado, garante. Ele lembra que, mesmo durante o processo de cassação do ex-prefeito Izzo Filho, em nenhum momento alguém lhe ofereceu alguma vantagem para mudar sua opinião. Não fui ameaçado nem por telefone, relata.Na sua avaliação, isso é resultado de uma postura ética firme, levada muito a sério desde que entrou para a vida pública. A política em Bauru mudou de rumo depois desses últimos acontecimentos. Criou-se um conceito diferente, que preza, principalmente, pelo resgate dos valores morais. Albuquerque entende que a Câmara Municipal não deve ser submissa ao Poder Executivo, mas também prega que o Legislativo não deve ser um local de conflito permanente com prefeito.