A proposta da PM é, futuramente, estender o monitoramento através das câmeras de vídeo para outras regiões da cidade Pela projeto elaborado por uma empresa especializada, de Campinas, seriam instaladas 15 câmeras de vídeo fixas entre as quadras 1 e 7 do Calçadão e outras 32 câmeras entre as quadras 2 e 11 da Getúlio Vargas. No entanto, para a Polícia Militar, toda a cidade pode ser monitorada. As câmeras iriam funcionar 24 horas por dia. O monitoramento das câmeras do Calçadão seria feito por policiais da Base Centro, e das câmeras da Getúlio, por policiais da Base Sul.Para não encarecer muito o projeto, a proposta é usar câmeras fixas, ou seja, com um único foco, cuja transmissão de dados é feita por meio de cabos coaxiais. Nesse caso, a central de vídeo para onde as imagens de todas as câmeras seriam enviadas tem que ficar a uma distância de até um quilômetro, para que não haja perda na qualidade das imagens. Por isso, as centrais seriam as próprias Bases Comunitárias da PM, que ficam próximas dos locais a ser monitorados. De acordo com capitão Benedito Roberto Meira, Primo Mangialardo e tenente João da Costa Duarte, apesar de foco único, a câmera fixa gera imagens de boa definição, que permite, por exemplo, identificar a placa de um determinado veículo, mesmo não tão próximo dela.Ao verificar uma pessoa em atitude suspeita, por exemplo, o policial responsável por monitorar as câmeras iria acionar o policial mais próximo para observar de perto a situação ou mesmo fazer a abordagem. Com isso, a PM acredita que poderiam ser evitados e coibidos vários crimes. Meira explicou que a idéia é, nos próximos anos, quando a tecnologia tornar-se mais barata, expandir o monitoramento para outras regiões da cidade. Além de usar câmeras multifocais - com movimento para horizontal e vertical -, a transmissão das imagens seria feita por fibra ótica, desobrigando a instalação de uma central de imagens próximo do local monitorado.Então, conforme Meira, seria possível estender o monitoramento através das câmeras de vídeo para a rua 1.º de Agosto e avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves, pontos também considerados estratégicos do ponto de vista da segurança. No entanto, atualmente, o uso dessa tecnologia encareceria o projeto de Bauru em cerca de três vezes o custo estimado. Com transmissão através de cabos coaxiais, fica financeiramente inviável a instalação de câmeras nas entradas e saídas de Bauru, como outras cidades estão fazendo, explicou Meira.Para PM, câmera inibe crimesA simples instalação de câmeras de vídeo já inibe a prática de crimes, segundo o capitão Benedito Roberto Meira. Ele ressaltou que o ladrão tem medo de ser filmado porque a imagem gravada facilita sua identificação e, conseqüentemente, sua prisão. Por isso, a câmera de vídeo é considerada uma poderosa aliada no combate à criminalidade. Sobre a reação da população à instalação de câmeras de vídeo em vias públicas, tanto Meira quanto o presidente do Conseg, Primo Mangialardo, e o tenente João da Costa Duarte acham que não haverá muita polêmica. Para eles, a população vai se sentir mais segura sabendo que as câmeras estão filmando o que ocorre na rua.