08 de julho de 2026
Geral

Urgência no HC pode parar também

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 1 min

Vice-governador afirmou ontem que problema do Hospital das Clínicas de Marília deve ser revolvido ainda esta semanaMarília - A greve no Hospital das Clínicas de Marília (HC) completa hoje 13 dias e a situação pode se complicar ainda mais. É que funcionários e professores da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) que engloba o HC e a Unidade Materno-Infantil estão ameaçando fechar a Unidade de Urgência e Emergência que ainda está atendendo. A medida se daria, segundo líderes do movimento, porque já estariam faltando materiais básicos para o atendimento, como luvas e seringas.O presidente da Associação dos Profissionais Universitários Não-docentes, Luís Carlos Paulo da Silva afirmou ao JC que o comando de greve está verificando, agora, qual o respaldo legal para a medida. Caso o atendimento de urgência e emergência seja mesmo suspenso, há quem acredite num verdadeiro caos na área da saúde em Marília e que estaria comprometendo também municípios da região. O diretor clínico da Santa Casa de Marília, Tarcísio Machado, afirmou que o atendimento na Santa Casa chegou ao limite, atendendo quatro vezes mais. Outros hospitais, o Universitário da Unimar e o São Francisco também estão com a capacidade de atendimento no limite.A Famema solicita do Governo do Estado, um suplemento orçamentário de R$ 5 milhões. Com a verba, a crise pela qual passa, poderia ser sanada e os funcionários voltariam a receber seus salários. Ainda não foram pagos 20% dos salários de novembro e a segunda parcela do 13º. Ontem, durante visita à região de Botucatu, o vice-governador Geraldo Alckmin afirmou que a questão está sendo estudada e deve ser resolvida ainda esta semana. Estima-se que desde o início da greve, 5,5 mil pessoas já deixaram de ser atendidas no HC de Marília.