A seleção brasileira de tae kwon do foi, pela primeira vez, campeã mundial. O inédito feito tem à frente um bauruense: o técnico Mauro Hideki Fujiyama, no cargo há apenas três meses. "Sucedi um colega que estava no cargo há oito anos e não conseguiu bons resultados. Convidado pela Confederação, no começo hesitei, pois é um cargo de grande responsabilidade. Depois que assumi, participamos de dois eventos internacionais: o Mundial na Irlanda, em novembro passado, e o Panamericano em Aruba. No Mundial conquistamos a tão sonhada medalha de ouro com a atleta Natália Falavigna e uma de bronze com Marcela Cruz. Ainda conquistamos um quinto lugar, um sexto e um nono. No Pan, faturamos uma medalha de ouro, uma de prata e três de bronze", relata o treinador.Apesar de ter levado apenas a metade da equipe ao Pan, Fujiyama ficou satisfeito com o resultado. "Com a extinção do Indesp, todas as verbas provenientes deste órgão foram cortadas. Todos os atletas tiveram que viajar por conta própria. Nosso resultado poderia ter sido muito melhor', revela o treinador.Fujiyama terá um calendário extenso em 2001, além disso deve iniciar desde já a preparação para as Olimpíadas de Athenas. "Tenho agora a responsabilidade de elaborar um projeto para o COB, denominado provisoriamente Athenas 2004, com a finalidade de traçar as metas do tae kwon do nacional até os Jogos Olímpicos." Por discordar da forma como eram escolhidos os integrantes da seleção, o treinador bauruense mudou o sistema. "Não concordei com os critérios usados na escolha de nossa representante em Sydney. O resultado todos vimos, ela perdeu na primeira luta.Pretendo colocar em prática várias idéias que acumulei em 26 anos de tae kwon do", enfatiza o treinador.