Vereador do PFL é natural de Pederneiras, trabalhou como boy em São Paulo e disputou outras duas eleições à CâmaraCabelos longos, barba rala e defeituosa, calça jeans rasgada, camiseta Hering desbotada e lingüajar prafrentex para a época. O perfil, do início dos anos 70, é do vereador eleito Osvaldo Paquito (PFL), que assume com tranquilidade sua experiência hippie, numa época em que a frase da moda era paz e amor, bicho! Sobrevivente da era Woodstock, Paquito e mais três amigos decidiram, em 1972, viajar para os Estados Unidos.Escolheram o meio de transporte mais hippie para chegar ao país de Tio Sam: o trem, a carona e a sorte. Com um pouco de dinheiro, o primeiro e o segundo são aventuras cotidianas. Já a sorte, depende do destino. Numa bela manhã ensolarada, o trio embarca no Trem do Pantanal rumo a Corumbá, parada final da primeira fase da viagem. Perseguem o destino californiano no Trem da Morte, até Santa Cruz de La Sierra. Sobem até Machu Pichu para reverenciar, nas alturas, o exoterismo dos Incas.Abençoados, partem para a fase mais difícil da viagem. Atravessam o Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, o Panamá e seu histórico canal, os micros países da América Central e entram, finalmente, na terra do revolucionário Zapata, o México. Dali para a fronteira, a aventura ganhou contornos do modo americano de viver. Em Nueva Laredo, o trio teve que se revezar para colocar o pé em solo norte-americano.O governo do Estados Unidos exigia US$ 1.000 como garantia de visto de entrada. Arrumaram o dinheiro e, um a um, pisaram na Califórnia com os mesmos US$ 1.000 valendo para três. Estava encerrada uma viagem de seis meses. Paquito e seus amigos trabalharam dois meses na colheita de limão. Como todo hippie, enjoaram do trabalho e partiram de volta, trazendo na bagagem a experiência de vida.Pé no chãoO vereador pefelista diz que será um vereador pé no chão. Sua intenção é trabalhar no miúdo, ou seja, socorrer pessoas carentes e necessitadas de maneira individual. Não tenho um plano definido de atuação. Pretendo, depois de ser empossado, ouvir os segmentos organizados da cidade, como as associações de moradores, sindicatos, etc..Paquito avalia que dois mandatos como vereador são suficientes para realizar um bom trabalho junto à comunidade. Depois do segundo mandato, acho que o vereador torna-se carreirista, critica. O pefelista declarou que vai votar em Walter Costa para a presidência da Câmara. Faço parte do grupo do prefeito Nilson Costa. Como ele indicou o Walter, vou votar nele.O vereador eleito acredita, a exemplo dos outros da bancada, que o próximo governo do prefeito será reconhecido pela população. O Nilson é um homem bem intencionado. Com certeza, ele irá atender aos anseios da comunidade, prevê.RadiografiaNome: Osvaldo Paquito da SilvaIdade: 51 anosProfissão: corretor de imóveisPartido: PFLEstado civil: casado, uma filhaEscolaridade: segundo grauReligião: católicaSonho político: uma democracia com solidariedade, fraternidade e justiça socialSonho de consumo: uma chácaraLivro de cabeceira: O TestamentoTrilha sonora: TitanicFilme: Um Sonho de LiberdadeÍdolo: John Lennon