11 de julho de 2026
Geral

Os produtores de uva Niagara da região de Arealva estão satisfeitos com a safra deste ano. A família de Sebastião Rodrigues já comercializou mais de 1,6 mil caixas.

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Acreditando na potencialidade da região na produção de frutas, o agricultor Sebastião Rodrigues trouxe toda a família do Paraná para investir na plantação de uva Niagara em Arealva. Três anos depois de instalados em uma chácara na cidade, os resultados começam a aparecer. Em plena safra da fruta, a família está trabalhando pesado: são mais de 12 horas todos os dias para dar conta dos pedidos.A qualidade da terra e o clima da região têm propiciado aos agricultores um mercado alternativo de trabalho. Pequenas propriedades estão investindo na produção de frutas e o resultado já começa a aparecer. Sebastião Rodrigues trabalhava como agricultor no Paraná e acabou se instalando em Arealva para produzir uva. A safra deste ano está sendo animadora: em apenas duas semanas, a família já comercializou 1,6 mil caixas de 2,5 quilos e mais de 200 caixotes de seis quilos. Esse é o melhor lugar para produzir uva no Estado. O clima ajuda e a terra é muito boa para a qualidade do produto, anima-se. O genro de Rodrigues, o comerciante José Carlos de Campos, é o grande incentivador da produção. Foi ele quem instalou a família na chácara que hoje eles moram e trabalham e fez a ponte entre a produção e o mercado consumidor. Nós vendemos a produção para Arealva e Bauru. Os pedidos estão aumentando bastante nessa época do ano, disse. O cenário está muito positivo este ano. Os produtores nem precisaram acionar o irrigador, pois o clima está muito propício. Mas, nem sempre foi assim. Logo na primeira safra, no ano passado, os agricultores passaram por uma situação muito difícil. Toda a produção se perdeu devido à uma chuva de granizo que atingiu a região. O prejuízo foi total, salientou Campos, que estava esperando colher quatro mil caixas da fruta. Mesmo com a adversidade, a família não desistiu. Conseguiu colher em abril deste ano 1,5 mil caixas de uva temporã, o que animou-a para a safra principal, que acontece agora em dezembro. Até o final da colheita, a família pretende comercializar cerca de 12 mil quilos da fruta. Uma parte da chácara já está produzindo para o mês de abril. São mais cinco mil quilos no pé. Aproveitando a terra Campos disse que não existe nenhum segredo para a produção. Basta preparar a terra de forma correta, adubando com esterco ora de aves, ora de bovinos, e forrar o chão das ruas com capim, também alternadamente. Com isso, a raiz fica na superfície, explica. Vislumbrando um mercado ainda mais promissor futuramente, a família arrendou terras vizinhas e já deu início a uma nova safra, plantando mais cinco mil parreiras. Para deixar o solo nutritivo e diversificar a produção, a família Rodrigues planta abobrinha e outras leguminosas nas ruas do parreiral. Nós já colhemos 600 caixas de abobrinha aqui e vendemos tudo. É sempre um dinheiro que acaba entrando no caixa, disse.A família Rodrigues ainda não conseguiu conquistar uma posição financeira cômoda. Todo o dinheiro que entra é investido na própria plantação. Campos calcula que já foram gastos cerca de R$ 15 mil para esta safra. A produção está sendo vendida a R$ 2,00 a caixa com 2,5 quilos. Campos diz que os compradores sempre pedem preço menor, mas que é muito difícil abaixar mais do que isso. O mais difícil não é achar quem compre o produto, mas sim quem pague o preço justo, explicou.