07 de julho de 2026
Geral

Feliz Natal, mesmo!

N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Mais um Natal está acontecendo em nossas vidas! E, precisamente, o que é o Natal? É a data natalícia do Filho de Deus e, conseqüentemente, tempo forte de confraternização humana, quando os seres que raciocinam se despertam mais para a necessidade de frear por instantes a velocidade do seu cotidiano e, estacionando o carro da vida à beira de seus caminhos, criam espaço e tempo para a permuta sincera de gestos ou manifestações de espiritualidade. Eis porque milhares de lares, em todo o mundo, vêm sendo invadidos nos últimos dias por um aluvião de mensagens afetivas, recebidas, inclusive, por barracos e casebres, onde mais legitimamente se projetam a pobreza e a humildade da manjedoura do recém-nascido.Feliz Natal, boas festas, que o amor se instale verdadeiramente em todos os lares e as pessoas possam se abraçar, efusivamente, ao menos neste dia! Seria possível que agora todos se apertassem entre os braços e todos unissem seus lábios num beijo sincero face a face? Como atingir a concretização dessa grande linha de aspiração, perseguida pelas pessoas de boa vontade? Uma imensa interrogação, sem dúvida, pois dependente de equações e fatores que nem todos praticam na ciência de sua vida porque aturdidos pelo grito das convenções sociais.Uma lenda irradiada pelos Hurões, guerreiros valentes das planícies canadenses, conta que os lagos sonhavam ser montanhas e estas, por sua vez, aspiravam ser lago serenos. Então, Deus, sorrindo, decidiu realizar seus desejos e criou a beleza dos reflexos, que transplantam montanhas para a bela moradia das águas. E, conclui a lenda, o lago passou a pensar que é montanha e esta, nele espelhada, pensa agora ser água limpa e remansosa....Poderia o homem moderno, ocupadíssimo na produção de mais dinheiro para satisfação de seus apetites, super-egoista nestes tempos de descrenças, desconfianças e ambições desmedidas, de tecnologia agressivamente avançada e, já por isso, sintomaticamente triste e infeliz, sem sol e sem calor para aquecimento de seus valores latentes, poderia ele, repetimos, tentar transformar sua agitada vida diária nos lagos da natureza, cujas verdes água conseguem vencer os desafios, ou colocar-se na postura altiva e altaneira das montanhas agrestes, que os ventos não destroem e as tempestades não desgastam? Oxalá pudesse, para tentar redirecionar os seus rumos e poder, finalmente, proclamar feliz Natal para seu próximo, sem artificialismos nem convencionalismos, mas sim como expressão realmente aberta de corações imaculados, sem dissimulação, nem falsidade e, conseqüentemente, reaproximadora fiel da felicidade que se vai distanciando do mundo. Um grande abraço para nossos leitores! É a nossa opinião. (N. Serra, Jornalista Responsável do JC e Delegado Regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).