Uma cooperativa financeira constituída por uma associação de policiais militares quer aumentar a renda dos associadosUma cooperativa financeira que gera rendimentos aproximados de 1% ao mês - acima da poupança, que gira em torno de 0,6%. Essa idéia está sendo colocada em prática pela Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar de Bauru e já rende seus dividendos - para policiais e pensionistas. Em atividades há cerca de 15 dias, a cooperativa tem a aprovação do Banco Central, segundo afirma a gerente Elaine Regina Pereira de Souza. Há cerca de dois anos nós estamos analisando a possibilidade de formar essa cooperativa e, este ano, conseguimos concretizar o projeto e estamos muito satisfeitos, diz. De acordo com Elaine, a novidade está sendo muito bem aceita pelos integrantes da associação, que atualmente possui cerca de 1,4 mil sócios. Num prazo de apenas duas semanas de funcionamento, o número de cooperados saltou dos iniciais 20 membros (mínimo exigido pela lei de coperativas) para 86. Para fazer parte da cooperativa, é necessário depositar uma contribuição que varia de R$ 15,00 a R$ 40,00 por mês, dependendo da categoria profissional de cada integrante. Quando uma pessoa deixa a cooperativa, tem o direito a receber os dividendos referentes aos depósitos que foram feitos ao longo do tempo em que permaneceu como cooperada. Funciona como uma poupança. Além disso, o lucro (sobras) obtido ao final de cada ano, é dividido entre os cooperados. Vamos pegar o exemplo de uma pessoa que contribui com R$ 15,00 por mês. Ao final de 12 meses obtém-se a soma de R$ 180,00. Se esse cooperado deixar o grupo, vai receber as sobras da rentabilidade da cooperativa calculadas sobre esse valor, explica Elaine de Souza. De acordo com ela, serão realizadas reuniões periódicas entre os cooperados para decidir o que será feito com as sobras da rentabilidade da cooperativa. O que for decidido nessa reunião, como a divisão das sobras entre os cooperados ou alguma outra ação, será feito, diz a gerente. De acordo com Elaine, a cada quatro meses será feita uma auditoria nas contas da cooperativa através de um órgão representante do Banco Central (BC). Na opinião dela, isso garante a tranquilidade, aos cooperados, de estarem investindo num negócio seguro. Além disso, todos os meses a cooperativa é obrigada a enviar ao BC o seu balancete. Através da cooperativa, militares e pensionistas também podem solicitar empréstimos, se necessitarem. O valor máximo a ser financiado, segundo a gerente Elaine de Souza, é de R$ 1,5 mil, que poderá ser pago em seis parcelas.