09 de julho de 2026
Geral

Sinserm cobra mais definições sobre saúde

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) está preocupada com o futuro do atendimento médico-hospitalar da categoria, hoje realizado pela Unimed, através do Serviço de Previdência dos Municipiários (Seprem). Segundo a sindicalista Idelma Corral, o prefeito Nilson Costa (PPS) deve explicações sobre as alterações que vão ocorrer a partir de janeiro no sistema de atendimento médico oferecido aos servidores.De acordo com ela, a diretoria da Unimed já se reuniu com a administração municipal para acertar os detalhes de um novo contrato entre as partes. Cumprindo a legislação, o Seprem não poderá mais atuar como agente de saúde da categoria. Sua missão a partir do ano que vem será apenas previdenciária. Como vai ficar os servidores que trabalham no Seprem? E o atendimento médico-hospitalar vai sofrer alterações? São respostas que o senhor prefeito nos deve, cobra.A sindicalista disse que obteve do presidente da Unimed, Carlos Eduardo Sacomandi, a confirmação de que uma nova forma de atendimento aos servidores está sendo estudada. O senhor prefeito continua intransigente e não atende aos representantes da categoria, critica. Ela alerta que qualquer alteração na mudança do percentual da alícota descontada do salário dos funcionário tem que, obrigatoriamente, passar pela Câmara Municipal.Pelas contas da diretoria do sindicato, as faturas da Unimed pelos serviços prestados aos servidores giram em torno de R$ 400 mil, contra um desconto de R$ 380 mil da folha dos funcionários. O Seprem gasta cerca de R$ 200 mil com as pensionistas. Pelo novo sistema, descontando-se o valor das pensões, sobrariam R$ 180 mil para a Prefeitura gastar com o plano de saúde. A sobra, no entanto, teria que ser completada com mais R$ 220 mil para atingir a média de gasto com a Unimed, que é de R$ 400 mil.Os 10% da parte do empregador deveriam render, mensalmente, um desconto de R$ 480 mil, mas a Prefeiturá só irá retirar desse montante os R$ 220 mil necessários para completar as faturas da Unimed. E os R$ 260 mil restantes? Para onde vão?, pergunta a sindicalista.Semana que vemO prefeito Nilson Costa confirmou que haverá alterações no contrato firmado entre a Unimed e a Prefeitura, via Seprem. Segundo ele, o atual contrato vence no próximo dia 31. A partir de janeiro, a Prefeitura pagará a fatura diretamente a Unimed, já que o Seprem ficará responsável apenas pelas pensionistas.Mas o prefeito informou que as bases do novo contrato ainda estão sendo avaliadas pela Unimed. As trativas entre a Unimed e a Prefeitura estão seguindo. Vamos ter informações mais precisas na próxima semana. Ele explicou que as verbas destinadas ao atendimento do plano de saúde do servidor já estão previstas no orçamento de 2001.