José Clemente Rezende e Milton Dota Júnior querem novato na presidência; João Parreira de Miranda (PDT) entra na disputaCandidato do PPS à presidência da Câmara Municipal, Walter Costa não é unanimidade dentro do partido. José Clemente Rezende e Milton Dota Júnior admitem que podem não votar no colega de partido. Para embolar ainda mais a sucessão, João Parreira de Miranda (PDT) entrou ontem com força na disputa e garante que pode procurar Nilson Costa (PPS) para conversar sobre a eleição.A posição defendida por Clemente e por Dota é que o presidente do Legislativo deve ser alguém que nunca ocupou o cargo. Walter Costa não se encaixa nesse perfil. O candidato já ocupou a presidência por duas vezes e tenta, em 2001, o terceiro mandato à frente da posição máxima da Câmara Municipal.Não tenho nada contra a pessoa do Walter, nem do prefeito, mas ele já foi presidente por duas vezes e a Câmara Municipal deve dar oportunidade aos mais novos. O Dota tem a mesma opinião e temos conversado bastante sobre o assunto, afirma Clemente.Para o vereador, a Câmara Municipal pode ter um perfil conciliador, servindo de elo de ligação entre a comunidade e a Prefeitura, mas não deve ser necessariamente submissa ao Poder Executivo. Estamos entrando no terceiro milênio e é hora de pensarmos o Legislativo de maneira diferente, defende.Clemente diz que outros colegas do Legislativo pensam de maneira semelhante. Entre eles cita Luiz Carlos Valle e João Parreira de Miranda, ambos do PDT, Edmundo Albuquerque (PSDB) e Paulo Madureira (PPB). Todos eles, garante o vereador, têm se mostrado pré-dispostos a dar crédito de confiança ao governo de Nilson Costa.Nesse sentido, Clemente não considera necessário que a presidência do Legislativo venha a ser ocupada por um parlamentar do grupo PPS-PFL, embora ele próprio tenha se colocado à disposição dos colegas. Pelo que percebo, a maioria dos vereadores têm o intuito de colaborar com o prefeito para trazer o desenvolvimento para a cidade, frisa.Clemente deverá decidir o voto no dia 1.º de janeiro, data da posse dos vereadores eleitos e da eleição da Mesa da Câmara Municipal. Sobre isso, prega a liberdade de escolha. Sou do PPS, que é um partido socialista e prega a democracia ampla e irrestrita. Por isso, penso que devemos ter nossas convicções e liberdade respeitadas. Posso até concordar com alguns posicionamentos do grupo, mas tenho opinião própria, sustenta.De olho na ausência de unanimidade do PPS, João Parreira de Miranda entrou ontem, para valer, na disputa da presidência da Câmara Municipal. O pedetista fez inúmeros contatos com lideranças do partido durante o dia e deverá acelerar o trabalho hoje. Vou procurar todo mundo e pedir voto a todos. O momento de se trabalhar é agora, afirma.Na opinião de Parreira, Walter Costa não é unanimidade nem mesmo dentro do PFL, embora os dois vereadores pefelistas tenham participado de uma reunião realizada pelo candidato do PPS ontem (leia texto nesta página). Já estou agendando reuniões com o PSDB, PTB e, inclusive, PFL. Não descarto conversar com Rubens de Souza, presidente do PPS, que é um amigo de longa data, nem mesmo com o prefeito, planeja.Enfim, a sucessão à presidência da Câmara Municipal começa a esquentar. Domingo e segunda-feira serão decisivos.