O Departamento de Água e Esgoto (DAE) constatou que no Jardim Estoril, na região da casa de Maria Tamião, que anteontem foi inundada por esgoto, havia 31 ligações clandestinas de água pluvial na rede de esgoto. A informação foi passada pela assessora de imprensa da autarquia, Sandra Mara Firmino, para esclarecer o motivo que causou o refluxo de esgoto, conforme matéria publicada na edição de ontem do JC.A fiscalização com relação às ligações de esgoto foi feita pelo DAE, a pedido da Associação de Moradores do Jardim Estoril, em outubro. De acordo com o DAE, dos 199 imóveis fiscalizados, 31 estavam lançando água da chuva na rede de esgoto, o que é proibido por lei (decreto 760, de 13/3/1963, assinado pelo então prefeito Irineu Bastos). Como prevê a lei nesses casos, o DAE dá ao proprietário do imóvel irregular 30 dias para que a situação seja resolvida. É que o lançamento de água da chuva na rede de esgoto acaba gerando entupimentos, o que leva ao retorno dos detritos para as residências em dias de chuva.No final do prazo concedido, uma equipe do DAE retorna ao imóvel irregular e faz nova fiscalização. Caso o problema tenha sido resolvido, o processo é arquivado. Se as obras para despejar corretamente a água da chuva na rua já iniciaram, o DAE dá mais 30 dias de prazo. Ao contrário, o proprietário do imóvel passa a pagar multa mensal de cerca de R$ 7,00.