08 de julho de 2026
Geral

Uso de câmera pela PM terá novos orçamentos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Uma empresa de Bauru, a Centel Segurança Eletrônica, se dispôs a fazer o orçamento de quanto custará a instalação de câmeras de vídeo no Calçadão e na avenida Getúlio Vargas para ajudar no combate à criminalidade. O primeiro orçamento foi feito por uma empresa de Campinas, que estimou em R$ 120 mil a implantação do sistema de monitoramento eletrônico.A proposta de usar câmeras de vídeo na segurança pública, apresentada pela Polícia Militar, foi aprovada pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) das Bases Sul/Centro e 3.º Distrito Policial na semana passada, e agora depende da viabilização do dinheiro necessário. Depois da discussão do assunto na reunião do Conseg, o projeto sofreu uma pequena alteração, contou o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Cia, que é o autor do projeto.A proposta anterior era instalar 32 câmeras fixas na Getúlio Vargas entre as quadras 2 e 11 e outras 15 câmeras do mesmo tipo no Calçadão, no trecho entre as quadras 1 e 7. A nova proposta é que na Getúlio Vargas sejam instaladas seis ou sete câmeras móveis. A diferença entre a câmera móvel e a fixa é o tipo de tecnologia. A câmera fixa tem um único foco e a transmissão de dados é feita por meio de cabos coaxiais. Nesse caso, a central de vídeo para onde as imagens de todas as câmeras seriam enviadas tem que ficar a uma distância de até um quilômetro, para que não haja perda na qualidade das imagens. Por isso, as centrais seriam as próprias Bases Comunitárias da PM, que ficam próximas dos locais a ser monitorados. Já a câmera móvel funciona com uma tecnologia mais avançada e mais cara, mas que resulta em melhor definição de imagens e maior possibilidade de aproximação do objeto focado. Esse tipo de câmera é multifocal - com movimento para horizontal e vertical - e a transmissão das imagens é feita por fibra ótica, desobrigando a instalação de uma central de imagens próximo do local monitorado. Além da Centel, a empresa de Campinas deve marcar uma data no próximo mês para fazer novo orçamento, prevendo as câmeras multifocais. Por enquanto, o dinheiro para a implantação do sistema, que pode vir da iniciativa privada, Prefeitura ou do próprio Estado, ainda não foi viabilizado.