07 de julho de 2026
Geral

POBRE FERROVIA!

Ricardo Frontera
| Tempo de leitura: 1 min

Durante a semana que passou, houve uma avalanche de críticas contra as ferrovias, algo normal num país essencialmente rodoviário. Quero deixar minha opinião nessa prestigiada Tribuna do Leitor, do conceituado JC, de que não adianta culpar as ferrovias como meio de transporte fracassado mas sim culpar a administração de esferas federal e estadual que, desde o tempo do JK, as deixaram sem poder de decisão sobre os transportes neste imenso país continental. Mudando de foco, no município de Bauru/SP, as ferrovias (lendárias NOB, EFS e CPEF) deixaram um status ferroviário fincado no solo e com certeza que nenhum político ousa retirar da história bauruense: o título de maior entroncamento ferroviário da América do Sul. Se o fizer será um anti-herói!O que está faltando para as nossas ferrovias? Depois de tantos anos de estagnação tecnológica e sob administração incompetente das esferas federal e estadual e ao mesmo tempo a falta de fiscalização mais rígida, as ferrovias, apesar de tudo, poderão voltar ao eixo, mesmo a longo prazo, sob comando privado. Na Europa, no Japão e mesmo nos EUA (leia-se AMTRAK), os trens não deixaram o cotidiano das pessoas e inclusive serpenteiam tranqüilamente no meio das cidades desses países. Na realidade brasileira, as nossas crianças ainda teimam ver os trens mesmo de carga enquanto os seus avós (a maioria) relembram dos tempos áureos das nossas ferrovias. Pobre ferrovia! Pobre Brasil! (Ricardo Frontera - RG: 18.813.223)