08 de julho de 2026
Geral

Servidores planejam campanha salarial

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Sindicalista afirma que categoria espera do prefeito um aumento real de salário a partir de 1º de março do ano que vemO Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) programou para fevereiro o início da campanha salarial da categoria. Os funcionários da Prefeitura não têm data-base para dissídio coletivo. O comando do Sinserm exige do prefeito Nilson Costa (PPS) a fixação do dissídio dos trabalhadores da administração municipal para 1º de março, considerada pelas sindicalistas a melhor época para se aplicar o reajuste de salários.Segundo a diretora da entidade sindical, Idelma Corral, é no primeiro quadrimestre do ano que a Prefeitura tem o auge das arrecadações financeiras, sustentadas pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), entre outros. Os cofres públicos recebem nesse período, em média, de R$ 10 milhões a R$ 11 milhões por mês, contra R$ 7 milhões no restante do ano.Idelma lembrou que o prefeito prometeu, assim que assumiu a administração, em agosto de 98, fixar a data-base do funcionalismo em 1º de março, o que não ocorreu até hoje. Isso ficou registrado em ata e o senhor Nilson Costa não cumpriu. O sindicato tem pleiteado reuniões com ele. Mas sua intransigência fala mais alto, critica.Embora ainda não tenha uma definição exata do percentual de reajuste que será reivindicado, a sindicalista adianta que o patamar de arranque será de pelo menos 70%, índice cobrado pela categoria na movimentação salarial realizada no ano passado. Estamos sem aumento real de salário há cinco anos, justifica-se. Neste ano, os trabalhadores municipais tiveram uma reposição salarial de 6%, em maio, contra uma inflação de 9% no período.Atualmente, o piso da categoria é de R$ 247,66, pouco mais de um e meio salário mínimo. O percentual exato que será reivindicado na campanha vai ser definido pelos índices do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese). De acordo com as sindicalistas, cidades do mesmo porte de Bauru têm piso superior aos R$ 247,66 pagos pela Prefeitura local. O piso salarial do servidor de Ribeirão Preto é de R$ 400, em Presidente Prudente, R$ 355, em Sorocaba, R$ 366, Araraquara, R$ 311. Em todos esses municípios a categoria também recebe vale-refeição.Na avaliação do advogado do Sinserm, Sandro Fernandes, o prefeito está desrespeitando a Lei Orgânica do Município (LOM) ao não repassar para os salários dos servidores pelo menos o índice acumulado da inflação, conforme determina a legislação municipal. Além da reivindicação salarial, o sindicato também vai pleitear junto a administração uma reestruturação na grade salarial. A campanha será deflagrada por setores, com a realização de mini-assembléias que discutirão a situação da categoria. Uma assembléia geral encerrará as discussões.