O Departamento de Saúde Coletiva, órgão ligado à Secretaria Municipal da Saúde, está trabalhando para resolver algumas questões, consideradas preocupantes, verificadas junto a algumas famílias moradoras ao longo da avenida Comendador José da Silva Martha.Um dos problemas identificados diz respeito às famílias que sobrevivem da coleta e manipulação de lixo, que costumam jogar detritos às margens do riacho que corta o local ou então promover a queima dos materiais por elas considerados inservíveis.Muitos dos produtos jogados à beira do riacho acabam se transformando em focos do criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela. De acordo com o DSC, além da questão da dengue a falta de higiene coloca em risco a saúde dessas famílias.Esse ponto, segundo a diretora do DSC, Maria Helena Abreu, está sendo discutido juntamente com as secretaria do Bem-Estar Social e do Meio Ambiente no sentido de resolver o problema.O outro ponto que está sendo trabalhado, desta vez com o apoio da Polícia Militar, é a criação de gado naquela região, considerada zona urbana, o que é proibido por lei, não só pela questão ambiental, mas também pelos riscos de acidentes visto que moradores manuseiam o gado atravessando as pistas da avenida, hoje com trânsito muito rápido, sem a menor segurança.Muitas vezes o gado escapa e acidentes já foram registrados em função disso. Apreendemos o gado sempre que encontramos solto. Estamos tentando resolver a questão, dentro dos trâmites legais, o mais rápido possível, mas aproveitamos a oportunidade para pedir que a população trafegue pelo local com cautela para evitar acidentes, concluiu a diretora do DSC.