Integrantes do Projeto Jovem Cidadão mostraram à comunidade trabalhos do curso, que visa formação da cidadaniaCerca de 210 jovens participaram ontem, no Sesi, da Feira de Habilidades que encerrou o Projeto Jovem Cidadão, um programa da Secretaria do Emprego e Relação do Trabalho (Sert) desenvolvido entre os meses de outubro e dezembro deste ano em 21 municípios paulistas. Os integrantes do projeto em Bauru abriram à comunidade os trabalhos que realizaram durante o curso, que teve por objetivo a formação da cidadania através da vivência concreta da prestação de serviços à comunidade. Denominado também como Serviço Civil Voluntário, o Programa Jovem Cidadão foi concebido como um rito de passagem à maior idade, no sentido de despertar em seus participantes a responsabilidade e solidariedade social, bem como prepará-los para as atividades econômicas e socialmente produtivas. Na prática, o programa ofereceu ações para o aumento da escolaridade básica, conscientização dos direitos humanos e qualificação profissional (capacitação, gerência e informática). Em todo o Estado, quase 4 mil jovens de ambos os sexos, na faixa etária dos 18 anos, participaram do Serviço Civil Voluntário. Nenhum deles trabalhava ou estudava - a prioridade foi dada àqueles cuja defasagem idade/escolaridade era maior -, sendo todos vivendo em situação de pobreza. Ao ingressar no programa, os jovens passaram a ganhar uma bolsa mensal no valor de R$ 65,00 e seguro contra acidentes pessoais. Também receberam vale-transporte e almoço (quando necessário), lembrando que todos esses benefícios estavam vinculados à freqüência nas atividades. O programa foi realizado em três etapas: habilidade básica, habilidade específica e habilidade de gestão. A primeira ofereceu apoio e formação básica e humanista, com conteúdos voltados à comunicação e expressão, educação sexual e sobre direitos humanos, além de prevenção ao uso de drogas. Para a etapa da habilidade específica, o programa desenvolveu cursos de qualificação profissional, através de aulas de informática e capacitação gerencial básica. Sem a pretensão de oferecer um curso técnico aos participantes, esse conteúdo buscou habilitá-los globalmente para o exercício de qualquer atividade. Considerada a fase mais importante do programa, a habilidade de gestão desenvolveu treinamentos em autogestão, incentivando os jovens a realizar, por si próprios, campanhas públicas, pesquisas e serviços junto a suas comunidades. De acordo com Sylvio Garcia Júnior, um dos instrutores do programa, essa etapa carrega consigo a chave estratégica de todo o trabalho, que é preparar o jovem excluído para sua inserção social e exercício pleno da cidadania.