07 de julho de 2026
Geral

Entrelinha

Redação
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ImprevisívelO grande fato político local deste fim de ano é a eleição para o cargo máximo da Câmara Municipal, que se acirrou com a entrada de João Parreira (PDT) na disputa contra Walter Costa (PPS). A um dia da votação, é impossível afirmar quem vencerá. O resultado será apertado e por uma diferença inferior a dois ou três votos, quem sabe até um.PDT rachado IOntem, o PDT deixou em aberto a questão e, na prática, liberou seus vereadores para votar no candidato que cada um desejar. Muito mais por uma imposição de Faria Neto e seu grupo do que por uma discussão política. Faria, Renato Purini e José Humberto Santana reafirmaram o voto em Costa. Pastor Luiz também pende para essa proposta.PDT rachado IIUma situação atípica vive o PDT, já que o partido tem candidato, mas a maioria de seus vereadores fechou com o candidato de outra legenda. Se esse quadro se mantiver, algumas coisas podem mudar na bancada pedetista. Por certo, João Parreira e boa parte dos filiados não vão se contentar com o desfecho do racha.PDT rachado IIIO presidente pedetista, Marcelo Borges, evita falar sobre o assunto. Não se sabe de que lado ele está nesta divisão. Já o deputado Pedro Tobias parece estar empenhado, nos bastidores, pela candidatura de João Parreira. Hoje e amanhã, as empresas de telefonia vão ter bons lucros com as centenas de ligações de ambos os lados.ArgumentosMesmo com a declaração de voto dos quatro pedetistas em Costa, João Parreira não só garante que vai até o fim, como que conseguirá reverter os votos que lhe faltam para atingir o quórum mínimo de onze colegas. Walter Costa, por sua vez, utiliza o argumento da palavra empenhada para tentar evitar surpresas. Leitor atentoO leitor Argemiro Trindade faz uma leitura da atual sucessão na Câmara com olhar crítico e puxando o debate para uma discussão política sobre o assunto, na Tribuna do Leitor de hoje. Realmente, esta é uma eleição que tem se pautado pelo chute de bico nos partidos e pelos interesses pessoais acima de tudo. Há, inclusive, divergências até de cunho religioso pesando.PPS rachadoMas não é só o PDT que racha neste episódio. O PPS também está da mesma forma. José Clemente e Milton Dota Júnior não devem votar no candidato do partido ao qual pertencem, ou seja, Walter Costa, do PPS. O prefeito Nilson Costa, por sua vez, tem mantido uma distância regulamentar desse imbróglio.PressãoA sucessão na presidência da Câmara Municipal tem deixado os vereadores com os nervos em frangalhos. A pressão para se votar neste ou naquele candidato é tanta, que muitos não agüentam mais atender a telefonemas. Os candidatos, por sua vez, estão em ritmo tão frenético que mudaram os horários de suas refeições, isso quando não deixam de comer.RequerimentoPor considerar o recesso da Câmara Municipal muito longo, o vereador Toninho Garmes (PSDB) pretende propor a alteração do Regimento Interno da Câmara. A proposta de Garmes é que os parlamentares possam solicitar até quatro requerimentos por semana, durante o recesso - hoje são impedidos regimentalmente -, para que possam continuar a fiscalizar o Executivo.