07 de julho de 2026
Geral

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Redação
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Comportamento

A composição que culminou na vitória da Walter Costa (PPS) para a presidência da Câmara Municipal pode não espelhar o que vai ser o comportamento do Legislativo em relação ao Executivo. Ou seja, ficou claro que a disputa entre Costa e João Parreira (PDT) não foi típica de situação contra oposição.

Interesse pessoal

Além de o prefeito Nilson Costa (PPS) ter se mantido (pelo menos publicamente) à distância da briga sucessória na Câmara, os interesses e conflitos imediatos entre vereadores e grupos falaram mais alto no embate e determinaram o placar de 13 a 8 em favor de Walter Costa. A partir de agora, a história pode ser um pouco diferente.

Expectativa

Para saber se o atual Legislativo exercerá condignamente seu papel de independência harmônica em relação ao Poder Executivo, só mesmo esperando o posicionamento de cada vereador, uma vez que os partidos e suas lideranças parecem estar ainda padecendo da ressaca eleitoral de 1.º de outubro.

Incógnita

Pode ser que o grupo que elegeu Walter Costa seja a futura situação, com mais ou com menos integrantes, assim como pode o grupo que votou em Parreira ter defecções ou mesmo adesões e se tornar ou não oposição. O fato é que a população espera não a formação de blocos, mas a ação fiscalizadora e legisladora de cada um dos vereadores.

Diferenças I

Por falar em situação e oposição, o prefeito Nilson Costa e o vereador Toninho Garmes (PSDB) trocaram alfinetadas em seus discursos, na posse, ontem à noite, na Câmara. Nilson reclamou das críticas e das denúncias contra o contrato com a TV Preve para a transmissão da federalização das dívidas públicas, atingindo, indiretamente, o tucano.

Diferenças II

Garmes, por sua vez, foi ácido em seu discurso contra aprovação de projetos às pressas e contra a relação de troca-troca entre vereadores e o Executivo. Nilson falou primeiro e Garmes logo depois, em nome da Câmara. Na sequência, na Prefeitura, o prefeito voltou a criticar Garmes.

Berlinda

João Parreira fez um discurso em que colocou na berlinda os quatro vereadores de seu partido - o PDT - que votaram em Costa. Ao falar de sua proposta para a presidência, disse que esperava o apoio dos colegas, uma vez que eles foram eleitos não apenas com os próprios votos, mas também com os votos daqueles que perderam a eleição e ajudaram na soma de votos do PDT.

Palavra dada

Os pedetistas inféis, por sua vez, alegaram que o partido não havia definido antes um candidato, por isso fecharam com Costa e não mais poderiam voltar atrás. Faria Neto afirmou à Rádio Auri Verde que manteve o deputado Pedro Tobias informado durante todo o processo. Disse, também, que só votou em Costa porque recebeu dele a garantia de uma Câmara independente.

Registros

Curiosidade: segundo o vereador Paulo Madureira, esta foi a quarta eleição seguida em que o placar para a escolha do presidente foi 13 a 8.

Registro: Os vereadores mais novos não conseguiram esconder a tensão por estarem tomando uma decisão importante, com pressões de todo lado. Vão verificar, com o tempo, que, para ter crédito e vida longa na política, é preciso ter opinião própria e posturas muito bem definidas.