Os roubos de veículos, assaltos pessoais e violências sexuais estão aumentando, quase que com rapidez meteorítica, nas ruas e adjacências de lojas e supermercados, bem como das escolas em geral, principalmente as que funcionam à noite, como faculdades e colégios, nas cidades de médio e grande porte. Em Bauru, já ocorreram alguns, como é de lembrar-se. E, em Fortaleza, Ceará, há pouco tempo foi estuprada e selvagemente assassinada, no sanitário de uma Universidade, certa jovem que ali fora com o propósito de prestar exame para curso superior. Esses e outros tipos de violência estão praticamente se generalizando no País (São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo), e já não são apenas as comunidades genéricas que os sofrem violentamente na pele, pois que também alguns centros bem procurados, como clubes recreativos, cinemas, teatros, campos de futebol, bares e lanchonetes têm sido vítimas deles inapelavelmente. Já se sabe até de assaltos praticados por trombadinhas em estacionamentos de supermercados e de vultosos danos cometidos por garotos em veículos cujos donos não se tenham submetido ao estipulado pelos meninos para guardar o carro... Para vigiar (?) veículos estacionados junto a clubes de classe média/alta há menores exigindo cinco reais. Se não me pagar isso, na próxima vez rasgo os pneus, reagem, atemorizando.
O problema se agravou de tal forma que as vítimas potenciais até medo já têm nas saídas dos estabelecimentos onde trabalham ou vão para momentos de lazer ou para fazer refeições ou compras. A psicose do receio toma cada vez mais o espírito dessas pessoas, sempre tensas por via da presunção de que venham a ser assaltadas ao chegar aos seus carros. Pior ainda quando começam a supor que possam se aproximar do local e não encontrar seus veículos no exato local onde foram deixados.
A situação é realmente inquietadora. Como era verde o meu vale... exclamam muitos, lembrando de que a escola já foi risonha e franca, sem as ameaças que nestes tempos modernos se abatem sobre a integridade física e material de muita gente, destacadamente professores, serventes, alunos e público em geral. Então, impõe-se uma procura empenhada na busca de, ao menos, atenuantes para toda a problemática. Tomara sejam encontradas. Torça-se por isso, já que não se vê, assim, há pouca distância, algo eficiente e sem muitos ônus para a sociedade sofredora. Teria o poder de polícia homens e viaturas em quantidade suficiente para manter a vigilância, 24 horas contínuas, nas ruas e praças, bem como nos locais sorteados pelos ladrões e assaltantes, a fim de tirá-los da jogada através da qual até agora têm eles marcado gols espetaculares, vencendo de goleada a insegurança da população? É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)