11 de julho de 2026
Geral

O Kadett branco pertence ao taxista Djalma Magalhães, 63 anos, que foi deixado pelos marginais na saída de Bauru.

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Os dois rapazes acusados de roubar um Kadett em Bauru foram detidos quando capotaram pouco antes de chegar em Arealva

Arealva - O taxista Djalma Magalhães, 63 anos, escapou de um mal maior ao ser assaltado ontem à tarde, por volta das 18 horas, próximo à vila São Paulo, em Bauru. Os dois assaltantes, cujos nomes não haviam sido divulgados pela polícia até o fechamento desta edição, ontem, acabaram capotando o veículo roubado, um Kadett branco, na rodovia SP-321, próximo ao trevo de Arealva, quando fugiam seguindo o trajeto Bauru-Iacanga.

Segundo informações dos policiais do Tático 4, que estavam em patrulhamento e atenderam a ocorrência, eles foram acionados por uma testemunha do roubo e saíram em perseguição aos assaltantes, quando encontraram a vítima próximo ao motel Carinhoso.

Quando os policiais alcançaram o veículo, ele já havia capotado e seus dois ocupantes estavam caídos: um no acostamento, ao lado do veículo, e o outro no alto de um morro, cuja tentativa de fuga foi frustrada devido aos ferimentos.

O capotamento envolveu ainda um outro veículo, um Gol, de cor vinho, que seguia no sentido contrário: Iacanga-Bauru, o qual acabou chocando-se contra um barranco. Nenhum dos dois ocupantes saíram feridos do acidente. O que restou foi a dor da proprietária, moradora em Jaú, que não quis se identificar, ao saber que teria de arcar com os prejuízos causados ao seu veículo, pois o mesmo não tinha seguro contra acidentes.

Segundo o relato da proprietária, o Gol chocou-se contra o barranco quando ela tentou escapar de uma colisão frontal com o veículo roubado. De acordo com ela, a versão mais provável é que os assaltantes devem ter perdido o controle do veículo e por isso capotaram.

Poucos minutos após o acidente, várias viaturas da Polícia Militar já estavam no local. Os dois rapazes, que foram encontrados próximo ao veículo acidentado, aparentemente não sofreram ferimentos graves. Apesar de ensangüentados, eles caminhavam normalmente, embora um pouco cambaleantes.

Segundo o taxista Magalhães, ele foi requisitado pelos dois rapazes para fazer uma corrida até o Terminal Rodoviário de Bauru. Logo em seguida, os rapazes anunciaram o assalto usando, segundo o taxista, uma arma escondida debaixo da camisa. No entanto, a arma, se ela realmente existia, não foi encontrada pelos policiais.

Após a prisão, os rapazes foram encaminhados ao pronto-socorro e de lá seguiriam ao Plantão Policial onde seria elaborado o boletim de ocorrência.