Quantas vezes, pescamos em todo e qualquer lugar, seja num rio bonito ou até mesmo num rio feio, apesar de que, rio feio para mim não existe, existe sim a interferência quase sempre errada do homem, poluindo de todas as maneiras e formas.
Aqueles que vão somente para se divertir, deixam todo o lixo nas margens, colaborando para que a chuva e o vento tragam para o seu leito toda a parafernalha deixada, fazendo com que os rios fiquem na situação que estão hoje - completamente poluídos e sem vida - principalmente sem qualquer peixe. Depois reclamam que foram pescar e não pegaram nada! Não é assim?
Trazer de volta o lixo é a nossa obrigação, assim como levamos, devemos trazê-lo de volta. Há alguns dias fomos a um rio próximo de nossa cidade, e o que encontramos mais parecia um depósito de lixo ao ar livre, do que beira de rio. Garrafas, plásticos, papelão... Vamos colaborar moçada! E parabéns aos pescadores que já conscientizaram!
Bom, chega de conversa e vamos ao que interessa.
Quando pescamos, geralmente, vamos acompanhados de amigos, filhos ou parentes, o que importa é compartilhar da aventura da pescaria, mesmo que seja sem peixe algum. Mas no nosso caso, tivemos a farta recompensa de belos exemplares.
Na foto ao lado estão os companheiros que quase sempre pescam juntos, são eles (da esquerda para a direita): Marcelo, Rick, Fernando Alvarez e Pavanato, no momento em que estava sendo preparada a tão esperada bóia. Diga-se de passagem um senhor almoço, no cardápio: bistequinha de porco, calabresa acebolada, arroz carreteiro, algumas laranjas lima de sobremesa. Já estão com água na boca, não estão???
O fato é que, nesta pescaria, não vamos relatar nenhuma história de pescador, mais sim comentar do modo de agir e de pensar de cada um, o que torna nossa pescaria um tanto quanto engraçada, senão vejamos:
Começamos pelo Marcelo, pessoa de pouca paciência, às vezes com incontrolável sono e possuidor de uma fome insaciável, sendo que por volta das 9 horas da manhã, já vinha ao meu lado pedindo para fazer o almoço, devido às pontadas que já começava a sentir na boca do estômago, alegando como sempre muita fome... mas muita fome mesmo.... O Rick, por sua vez, nosso cuco oficial, o primeiro a acordar, se é que ele acorda, pois nunca dorme na véspera de uma pescaria, pois fica sempre sendo o responsável por passar na casa de todos, com seu possante, carinhosamente apelidado de soberano, mais limpo que UTI de hospital particular. Sem contar a quantidade que ele come, numa disputa acirrada com o Marcelo, mas perde se o assunto for laranja-lima, no qual o Marcelo é absoluto, três dúzias é só para abrir o apetite, chegamos a passar mal, só de ver a quantidade de laranja e comida que eles comem sem pudor.
O Pavanato, parece velho, gosta de coordenar tudo, reclama de tudo: das panelas, da tráia que nunca está completa, da faca que não corta, da cebola e do alho, do sal, reclama até da cor da chama do gás, que teima em deixar as panelas pretas, do café que de tão fraco não tem força nem para sair da garrafa, tipo 4-F (frio, fraco e com formiga no fundo), mas sempre admite que está tudo muito gostoso e divertido. É o jeitão dele!
Quanto a mim, tenho meus defeitos, que não são poucos, como diz sempre o Pavanato: esquece tudo, imagina que já esqueci: do arroz, do óleo, do sal, da cebola, do alho, da tábua de carne, que raio de almoço é esse que falta tudo, sempre resmunga o Pavanato, enquanto isso Marcelo e Rick esperam anciosos pelo almoço, que sempre sai!!
Voltamos ao assunto principal, pois não estou aqui para falar da minha pessoa, e sim dos amigos, que merecem todo o nosso cuidado e admiração, pois sem eles a pescaria não seria a mesma.
Fica aqui a minha homenagem aos companheiros, cada qual com seu jeito e defeito, que na verdade são suas qualidades que se destacam.
As linhas acima, não passam de uma saudável brincadeira, que na beira de um rio, seja pescando, almoçando, ou apenas jogando conversa fora, é que vemos o quanto nossos amigos são importantes, e os acima descritos são especiais.
Saldo a pescaria: 77 lambaris, tirando os que caíram fora do viveiro..., e olha que não foram poucos!
Fernando Alvarez e amigos pescadores