08 de julho de 2026
Geral

Aproveitando o verão

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar da pesca com iscas artificiais, no mar, ainda não ser muito difundida no Brasil, há quem aproveite os dias de folga, no verão, para pescar. Muitas são as espécies que podem ser capturadas e oferecer bons momentos de emoção. Para aproveitar da esportividade de muitas espécies é preciso, inicialmente, conhecer seu habitat e dominar técnicas diferenciadas.

Na pesca de arremesso, por exemplo, é possível capturar anchova, robalo, peixe-espada, agulhão, bicuda, barracuda, caranha, vermelho-cioba, dourado-de-mar, prejereba, linguado, badejo, garoupa, xaréu, olhete, olho-de-boi, atum, albacora, bijupirá, cavala, sororoca, carapau, galo-de-penacho, sernambiquara e outros predadores marinhos. Há uma variedade imensa, mesmo!

Porém, quem pretende enveredar-se na pesca de mar, deve ter em mente que nem sempre irá pegar o peixe que pretende. Ao contrário da água doce, quando você está disposto a pescar tucunarés com artificiais, dificilmente entra outra espécie. No mar, a surpresa é maior. Às vezes, o pescador está equipado para pegar robalões e o que entra em sua isca são xaréus. Até o tarpon pode surpreender e atacar sua isca. Mas há sugestões que são importantes de um modo geral.

É comum, por exemplo, o uso de varas de ação médio-pesadas, de seis a sete pés, com carretilhas que comportem bastante linha de 20 a 30 libras de resistência. É também imprescindível o encastoado na ponta.

Se estiver sem barco, os lugares mais indicados são os costões, ancoradouros e barras de rio. Já se estiver motorizado, vale a pena procurar parcéis, fundos de cascalho, navios afundados, ilhas e costões bravios.

Outra sugestão é ficar atento aos possíveis sinais nas proximidades. Gaivotas voando, por exemplo, é sinal de cardume. Pedaços de madeira, caixotes e outros tipos de sujeira no fundo podem ser abrigos de prejerebas e dourados. Barcos pesqueiros em retorno também atraem, na esteira, muitos predadores. Vale ficar atento.

Confira algumas sugestões

Barracuda e bicuda - Gostam de águas claras em costeiras, que avançam para o mar, navios afundados, bóias de sinalização, e entradas de porto. Iscas de meia-água e colheres são sugestões para sua captura. Os grandes exemplares, que podem atingir 20 quilos, são mais difíceis de serem localizados, pois deixam de viver em cardume e passam a ser solitários. Vale lembrar que são peixes perigosos e, quando fisgados, exige muito cuidado na remoção do anzol. Use sempre alicate e cuide da sua mão.

Agulhão - Com maior ocorrência nas regiões Norte e Nordeste do País, a espécie é rápida e provoca muita emoção no pescador com seus grandes saltos. Nadam na superfície e atacam praticamente todas as iscas artificiais. Normalmente chega a 1,5 m e cinco quilos.

Garoupa - Apesar de ser um peixe muito cobiçado, sua pesca com isca artificial é rara. O principal problema é o fato dela viver em pedras, no fundo, onde a probabilidade de enrosco aumenta. Ela também não oferece muita esportividade ao pescador, pois assim que é fisgada corre direto para a toca. O pescador deve estar atento. Se o terreno for muito irregular, a sugestão é usar jig. Mesmo assim há o risco de enrosco.

Cavala - Podem se encontradas na água azul, perto de parcéis ou costões batidos mais avançados ao mar. A maioria dos exemplares capturados atinge entre oito e 16 quilos, porém há casos de cavalas de mais de 50 Kg. A barbela de meia-água pode ser suficiente para fisgá-la. Mesmo sendo mais facilmente capturada no corrico, arremessos são eficientes nos parcéis e costões. No verão costuma aproximar-se de ilhas e parcéis. Em sua pesca, é sempre prudente usar encastoado de aço, pois costuma cortar a linha.

Peixe-galo - Costuma andar em cardumes e pode ser pescado em praias e bocas de rio. Deve-se aproveitar material leve como spinners e pequenos plugs de meia-água.

Anchova - Um dos peixes mais cobiçados e conhecidos na pesca com isca artificial no mar pode ser fisgado com colheres, plugs grandes. É importante arremessar bem próximo à espuma, junto aos costões, parcéis e praias de tombo.