08 de julho de 2026
Geral

Retrospectiva JC é usada para pesquisa

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 3 min

Edição-documento que trouxe os fatos que marcaram o século XX tornou-se parte de acervo de leitores e instituições de ensino

A edição-documento publicada pelo Jornal da Cidade trazendo a retrospectiva dos fatos que marcaram o século XX tornou-se parte do acervo de muitos leitores e instituições de ensino, que a tomaram como um didático material de pesquisa. Desde sua publicação, no primeiro dia de 2001, elogios e pedidos de mais exemplares não param de chegar. Foram oito páginas retratando aquele que talvez seja o século mais transformador da história da humanidade.

A Universidade do Sagrado Coração (USC), por exemplo, notória pela qualidade de seu acervo bibliográfico, solicitou 30 exemplares extras da edição. O pedido partiu da reitora Jacinta Turolo Garcia, que pretende usá-los para um curso que ministrará nas disciplinas de Metodologia, Português e Introdução à Filosofia. O material conseguiu abordar tudo o que já se conhece de uma maneira muito sugestiva. A diagramação dos textos e fotos ficou interessante e a redação esteve impecável. O texto de abertura, aliás, sugere uma reflexão muito semelhante à mensagem do santo Papa para este ano que abre o novo milênio, comentou.

Outros professores da USC também gostaram da forma com que os fatos foram colocados. Luís Henrique Marques, professor de Teologia e do curso de Jornalismo, achou a síntese dos assuntos muito bem feita e abrangente, além de tecer elogios ao texto simples e direto. A edição realmente dá um panorama do que foi o século de uma maneira inteligível. Isso será muito útil sob o ponto de vista didático. As ilustrações também ficaram ótimas. Algumas fotos publicadas eu nunca havia visto, surpreendeu-se.

Veterana nas salas de aula de Bauru, Maria Antônia Pires de Carvalho Figueiredo, professora de História e Filosofia, considerou feliz a escolha dos assuntos, classificando como ótimo o resultado gráfico e editorial. Tudo ficou muito bom mesmo, desde a escolha do título do caderno (Um século para não se esquecer) aos fatos destacados. Aquela frase a humanidade tornou-se espectadora de si mesma, então, resumiu tudo. É o tipo de material que a gente, enquanto professor, usa em sala de aula para promover discussões, elogiou.

Maria Antônia achou que alguns fatos poderiam ter enriquecido a edição, mas a própria ausência deles, segundo ela, é uma forma de estimular a reflexão do alunado. Eles (os alunos) vão ter espaço para dizer aquilo que acharam importante no século e que não foi colocado no jornal. Isso incentiva a pesquisa e é ótimo para o aprendizado, disse a professora, opinando que substituiria o atentado ao Papa João II (fato destacado na retrospectiva) pela criação do Concílio Ecumênico. Eu o considero o fato religioso mais importante da história moderna, justificou, lembrando que a filha de sua empregada lhe pediu um exemplar da edição-documento para auxiliar as pesquisas escolares.

Adepta do correio eletrônico - uma das grandes maravilhas do século XX -, Daniela Oliveira de Carvalho enviou um e-mail parabenizando o JC pela iniciativa da edição-documento. Achei bárbaras as imagens que estão no encarte, mas só acho que faltou um fato, muito discutido e polêmico até hoje, que foi o naufrágio do Titanic. Só faltou isso para ser ótimo, avaliou.

Ainda que resistente ao computador, o ex-ferroviário Carlos Löschl - e também ex-funcionário do JC, onde de 1973 a 1975 foi diretor de classificados - tem propriedade para falar bastante do século que se foi. Aos 93 anos, ele viu, ouviu ou participou de quase toda a história do século e achou de grande valia a edição-documento. O JC nos deu uma grande contribuição para melhorarmos nossas conversas, ampliarmos a troca de idéias e lançarmos discussões. É realmente extraordinário o papel de levar aos leitores o conhecimento sobre o mundo. Espero que isso sirva de reflexão para todos e propicie algumas mudanças, porque o homem nunca esteve tão egoísta como hoje. Posso dizer que a espiritualidade se perdeu de fato com tanta tecnologia. O homem, por sinal, poderia usar muito melhor essas tecnologias todas, analisou, elegendo o Integralismo, do qual participou ativamente, como a fase mais marcante do século.