09 de julho de 2026
Geral

Depreciação x depreciação

(*) Waldir Gobbi
| Tempo de leitura: 1 min

Assunto de extrema importância nos dias atuais, vemos que se encontra numa terceira fase ou visão de análise e interpretações, sendo palco de constantes divergências e discussões.

No que chamei de fase, consideremos a primeira, aquela que tratava da depreciação como um benefício de lei para abater seu custo do resultado da empresa e assim produzir diminuições neste mesmo resultado, beneficiando a empresa de parcelas de tributação.

No período considerado como segunda fase, via-se a depreciação como quotas inseridas no custo para serem recuperadas pelas receitas com o objetivo maior de poder reintegrar o capital investido.

Tal reintegração era e/ou ainda é por uma ala de profissionais, entendida como uma poupança, no sentido de que, no final, do bem depreciado, aquilo que houvesse sido separado pelas quotas e deduzido do resultado, servisse como recuperação do investimento efetuado.

Atualmente, o que chamamos de terceira fase, é o pensamento sobre o assunto que está se desenvolvendo no sentido de entender que o importante, não é apenas recuperar um capital, nem recuperar investimento, mas, especialmente, como diz o Prof., Dr. A. . Lopes Sá, manter a força da utilidade dos meios patrimoniais, , de modo que, em face do ambiente em que o patrimônio se situa, ele possa produzir a eficácia conveniente e constante.

O que quero mostrar é que com a constante modificação do mercado, a tecnologia também se modifica, exigindo com isso um constante reaparelhamento funcional na utilização dos investimentos.

Então, me é lógico entender, ser de menor valor ter de volta o que se aplicou, mas de maior valia, poder continuar com a atividade em plena força, que sabemos ser a justificativa essencial do patrimônio.

(*) Waldir Gobbi é administrador e contador, professor universitário e mestrando em Comunicação.