08 de julho de 2026
Geral

Bauru tem sete heliportos

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 4 min

Apesar de não ter nenhum helicóptero público ou particular cadastrado no Daesp, a cidade tem pistas para pousos. Em Bauru, há somente um heliporto registrado no Ministério da Aeronáutica

Apesar de não possuir nenhum helicóptero registrado no Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Bauru tem um heliporto e seis helipontos, pistas de decolagem e pouso de helicópteros pouco usadas e que muitas pessoas nem percebem a sua existência.

O único heliporto registrado no Ministério da Aeronáutica, segundo o Serviço Regional de Aviação Civil (Serac 4), fica na sede da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), nas margens da rodovia Marechal Rondon. Os outros seis são helipontos. A diferença entre heliportos e helipontos é que o heliporto é público, além de apresentar estações de passageiros, reabastecimento e apoio de manutenção. Já o heliponto fica em edifícios particulares, como residenciais e hotéis.

Os heliportos que não são registrados no Ministério da Aeronáutica são considerados clandestinos, mesmo que todas as normas de construção estejam corretas. Portanto, se acontecer algum imprevisto, como um acidente ou o helicóptero quebrar, a responsabilidade é totalmente atribuída ao piloto ou ao seu proprietário.

Entre os seis helipontos existentes em Bauru, quatro são em edifícios residenciais e dois em hotéis. Apesar de apresentarem as normas de construção e poderem ser usados, os helipontos existentes na cidade quase não foram utilizados. O do Quality Suites Garden Plaza, por exemplo, foi usado apenas três vezes, segundo a gerência do hotel. No Residencial Mônaco, a situação não é diferente: o heliponto foi usado poucas vezes. Os outros helipontos de Bauru, segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, ficam nos residenciais Ebel, Sidon e Paternon e no hotel Obeid Plaza.

Para os bombeiros, os helipontos em prédios não são exigências de prevenção de incêndios. O chefe da seção de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros, capitão Rúbio Galharin, afirmou que os helipontos não oferecem benfícios no caso de incêndios, porque o salvamento com um helicóptero pode ser arriscado, por ser uma máquina que funciona com combustível, e limitado. O bombeiro não adota a linha de salvamento por heliponto. É preferível as rotas de fuga, como escadas enclausuradas, disse o chefe da seção de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros.

Porém, o capitão Rúbio destacou como eficientes heliportos ou helipontos em hospitais e próximos a rodovias. Se houver um acidente de grande gravidade, heliportos ou helipontos em hospitais ou próximos a rodovias são benéficos, porque em caso de acidentes, o resgate será ainda mais rápido, concluiu o capitão Rúbio.

Conheça os heliportos e os helipontos

O heliporto e o heliponto devem seguir a legislação do Ministério da Aeronáutica e ter padrões mínimos.

Os helipontos ficam no topo de edifícios. Os heliportos são públicos e oferecem estações de passageiros, reabastecimento e apoio de manutenção.

O menor heliponto deve ter pelo menos 18 metros de comprimento para ser registrado.

Todo heliponto deve ser construído de acordo com o tamanho do maior helicóptero que nele irá pousar ou decolar.

Se for quadrado, o menor lado de um heliponto deve ser igual a uma vez e meia o comprimento total do helicóptero e um heliponto circular deve ter 360º livres para aproximações e decolagens.

O número de luminárias de cada lado deverá ser ímpar e nunca menor do que cinco para a sinalização para operação noturna

PM de Bauru utiliza helicóptero de São Paulo

A Polícia Militar do Estado de São Paulo tem o Grupamento Aéreo, sediado na Capital, composta por uma frota de 12 helicópteros e dá suporte para toda a polícia do Estado. Quando nós precisamos de um helicóptero para realizar qualquer operação, requisitamos um helicóptero do Grupamento Aéreo, em São Paulo, disse o major Carlos Alberto Fantini, comandante interino do 4.º Batalhão da Polícia Militar.

Os helicópteros da Polícia Militar podem ser usados em diversos serviços, como policiamento de trânsito e florestal, resgates, incêndios e salvamento, operações de choque, reintegração de posse e buscas aéreas. Aqui, nós já utilizamos o helicóptero para fazer reintegração de posse e buscas aéreas, para localizarmos desmanches. Então, quando precisamos, usamos as aeronaves de São Paulo, afirmou o comandante interino do Batalhão.

O local para pouso dos helicópteros da Polícia Militar é o próprio pátio do Quartel. Para o major Fantini, Bauru comporta e precisa de um helicóptero para ajudar no policiamento. Os custos de aquisição e manutenção de um helicóptero são altos. Mas a cidade precisa de mais esse auxílio. Em Campinas, através de parcerias com empresários, foi comprado um helicóptero para a cidade, que atende também a região. Quem sabe, num futuro não muito distante, Bauru também tenha o seu próprio helicóptero, que só irá beneficiar a cidade, disse o major Fantini.