08 de julho de 2026
Geral

A força da chuva e do vento arrancou esta árvore, nos Altos da Cidade

Fernando Penna
| Tempo de leitura: 3 min

As tempestades de verão já começaram a causar estragos em Bauru. Ruas esburacadas, árvores caídas e cortes de energia são o resultado após cada temporal. Segundo as previsões, chuvas fortes e ventanias deverão ser constantes durante as tardes no verão bauruense.

Bairros como o Parque Jarágua, Parque Santa Edwirges, Jardim Nicéia, Parque Roosevel e Parque das Nações estão entre as áreas mais vulneráveis da cidade e receberão atenção especial durante o período de chuvas. As áreas que margeiam os rios e córregos da cidade também representam riscos.

Para o coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro José de Brito, os problemas são conseqüência da falta de planejamento durante o crescimento da cidade. Ruas sem galerias para águas pluviais e falta de asfaltamento seriam agravantes para o problema.

Não adianta asfaltar sem construir as galerias. O fato de a água não ter para onde escorrer contribui para a deterioração do asfalto. Nas ruas de terra a dificuldade com as chuvas é conseguir realizar os reparos. Quanto mais chove, pior fica. Com o solo encharcado, não temos como trabalhar. Além disso, o acumulo de água no solo aumenta a probabilidade do surgimento de erosões e de quedas de barrancos, afirmou Brito.

Segundo ele, a Defesa Civil em Bauru está preparada para qualquer emergência. Temos condições de abrigar as pessoas em dois ginásios, que já estão reservados para isso. Também podemos servir até 800 refeições por dia. Nosso estoque de material já está com 90% da sua capacidade, explicou. Após o temporal de sábado, uma família precisou ser removida devido ao destelhamento de sua residência, mas já retornou para casa. Apesar disso, Brito acredita que a cidade não deva enfrentar grandes catástrofes em 2001. Segundo as previsões não estaremos sujeitos a fenômenos como o El Niño ou La Niña. Teremos problemas, mas nada fora do comum. Todo ano chove nessa época, disse.

O controlador de radar do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Ipmet) da Unesp, Cássio Kléber confirma que para o verão as chuvas de final de tarde deverão ser constantes. É impossível fazer uma previsão para o verão inteiro, porém, essas chuvas rápidas, variando de média para forte intensidade, são comuns nessa época, explicou.

O coordenador da Defesa Civil pede às pessoas que sejam pacientes. Em situações de temporais não temos condições de atender todas as ocorrências na mesma hora. Ontem (sábado) tivemos pessoas que nos ligaram porque suas casas estavam com goteiras. Precisamos contar com a colaboração da população para priorizarmos os casos mais graves. A Defesa Civil atua em parceria com os bombeiros.

Para a dona de casa Ondina Rodrigues, paciência não é suficiente. Uma árvore caiu sobre a fiação de sua residência, no Jardim Cruzeiro do Sul, e entortou o poste de luz. Até o fechamento dessa edição a árvore ainda não havia sido retirada. A árvore caiu durante a chuva do sábado e até agora ninguém veio retirá-la. Já tentei ligar no 196 e no 0800 da CPFL e não consegui uma solução. Os bombeiros pediram para que eu aguardasse, contou. Segundo ela, o bairro ficou às escuras por aproximadmente quatro horas após o temporal. A reportagem do JC também não conseguiu falar em nenhum dos telefones da CPFL. Isso é um absurdo. Alguém precisa resolver essa situação, protestou Ondina Rodrigues.

Serviço

O telefone da Defesa Civil é 9651- 0304. O dos Bombeiros é 193