09 de julho de 2026
Geral

Região vacina 99,9% contra a aftosa

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

O índice de vacinação é maior do que a média do Estado, que ficou em 98,5%. Último foco de febre aftosa foi em 96

A região de Bauru obteve um índice de vacinação contra a febre aftosa de 99,9% dos cerca de 470 mil bovinos existente nos 15 municípios englobados pelo Escritório de Bauru da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo. Marco Antônio Issa, veterinário da Defesa Agropecuária, destaca que, no encerramento, o índice havia chegado a 98,8%. Porém, retardatários foram localizados e fizeram a vacinação elevando o índice para cerca de 99,9%. O índice é maior do que a média do Estado, que ficou em 98,5%.

Na campanha anterior, o índice de vacinação da região de Bauru ficou em 99%. A meta era chegar a 100%. Issa informa que o último foco de febre aftosa notificado oficialmente na região ocorreu em 1996.

O veterinário destaca que, apesar do Estado ter sido declarado Zona Livre de Aftosa, ainda não há a dispensa da vacina, principalmente em razão do grande trânsito de animais que existe entre as várias regiões do País. Ele destaca que o Estado pode receber gado do Rio Grande do Sul, exceto das cidades nas quais ocorreram os focos de aftosa, desde que os animais passem por um período de quarentena e teste sorológico.

A febre aftosa é de fácil controle, já que a vacinação já é suficiente para que se evite a doença. Atualmente, ele diz, há uma maior conscientização dos criadores.

Estado

No Estado de São Paulo, o índice de vacinação contra a febre aftosa atingiu 98,5% em um rebanho de 13 milhões de cabeças - de bovinos e bubalinos.

De acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura, este é o melhor balanço já conseguido neste período do ano, em que todo o rebanho paulista é vacinado, independente da idade.

A ação, que faz parte do Programa de Erradicação da Febre Aftosa, mantém o status de Zona Livre de Aftosa com vacinação conferido a São Paulo pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), no ano passado.

O veterinário Júlio César Augusto Pompei, coordenador da CDA, afirma que o Estado está mantendo um alto índice de imunidade do rebanho e que esse resultado demonstra a conscientização do pecuarista. Disse, ainda, que há um permanente sistema de vigilância sanitária, em barreiras fixas nas fronteiras e fiscalizações volantes nas principais rodovias, a fim de evitar a entrada de animais sensíveis à doença e seus derivados vindos de outros Estados ou países.

O pecuarista que ainda não procurou o Escritório de Defesa Agropecuária para declarar que vacinou os animais será visitado pelos veterinários da CDA. Ele terá o gado vacinado compulsoriamente e será autuado na forma da legislação vigente, que prevê multas de uma Ufesp por animal não vacinado e mais 50 Ufesps por não ter comunicado a vacinação.