08 de julho de 2026
Geral

Aterro sanitário é adequado, diz Cetesb

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Numa escala de 1 a 10, o aterro sanitário de Bauru está entre 8,1 e 10. O aterro recebe 220 toneladas de lixo por dia

O aterro sanitário de Bauru, que recebe todo o lixo domiciliar e hospitalar recolhido pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) na cidade, opera em condições adequadas, segundo avaliação da Agência Ambiental de Bauru (Cetesb). Numa escala de 1 a 10, o aterro sanitário de Bauru foi classificado entre 8,1 e 10, nota considerada muito boa.

Por dia, o aterro sanitário, que fica perto das penitenciárias I e II, às margens da rodovia Marechal Rondon, recebe 220 toneladas de lixo. O aterro sanitário funciona há cerca de oito anos e a estimativa do gerente de Limpeza Pública da Emdurb, Everaldo Crivelare, é que ainda poderá ser utilizado por mais cinco anos.

A avaliação, segundo explicou o engenheiro Alcides Tadeu Braga, gerente em exercício da Agência Ambiental de Bauru (Cetesb), é feita anualmente. Apesar de operar em condições adequadas, a licença de funcionamento do aterro sanitário ainda tem restrição porque faltam alguns itens para serem cumpridos, como monitoramento da água subterrânea e plantio de arbustos em torno do aterro.

Mas Braga ressaltou que as falhas do aterro sanitário são pequenas e, de forma alguma, podem levar à interdição. No final do ano passado, a Cetesb concedeu licença precária de funcionamento ao aterro. A Emdurb, responsável pelo aterro, tem um prazo para providenciar os itens que faltam. Crivelare disse que já estão adiantadas as conversações com a Unesp, para que seja feito o monitoramento de águas pluviais.

O aterro sanitário foi avaliado em três aspectos. Um deles é quanto às características do local, que inclui a capacidade de suporte do solo; proximidade de núcleos habitacionais; proximidade de corpos de água; profundidade do lençol freático; permeabilidade do solo; disponibilidade de terra para recobrimento do lixo; qualidade da terra; condições do acesso; isolamento visual da vizinhança e legalidade da área.

No outro item verificado, infra-estrutura, foram analisados: cercamento da área; portaria e guarita; impermeabilização da base do aterro; drenagem e tratamento do chorume (líquido resultante da fermentação do lixo); drenagem de água da chuva; máquinas (tratores) para compactação e transporte do lixo dentro do aterro sanitário e outros equipamentos (balança, peneira, etc).

Neste item, ainda foram analisados se o aterro sanitário tem um ou mais acesso; se dispõe de vigilantes; se existe sistema de drenagem de gases; se é feito controle de recebimento de cargas, e se há monitoramento de águas subterrâneas. Outro item analisado é a condição de operação do aterro, que inclui: aspecto geral do aterro; se existe lixo descoberto; se o recobrimento do lixo é feito de maneira adequada; se há ou não urubus, gaivotas e moscas; presença de catadores de lixo; criação de animais; despejo de lixo hospitalar e de lixo industrial; se funciona adequadamente a drenagem de águas da chuva e de chorume; se é feito monitoramento da água subterrânea; a eficiência dos vigilantes e a manutenção aos acessos internos.