08 de julho de 2026
Geral

AHB tem plano para reformar UTIs

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Cid Santaella está preparando projeto de reforma. A verba necessária será solicitada aos governos Federal e Estadual

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) vai reformar suas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e o Centro Cirúrgico. Projeto neste sentido está sendo preparado pelo diretor nomeado pelo Estado, Cid Santaella, que não gosta de ser chamado de interventor. Após os levantamentos dos gastos, a verba será solicitada ao Governo Federal e à Secretaria da Saúde do Estado, através da DIR-10. O anúncio da reforma foi feito ontem, pelo presidente da entidade, Joseph Saab, e diretor, Afonso Viviane.

Segundo ele, a verba não existe, mas será pleiteada. Temos outros projetos para melhorar o atendimento, mas as prioridades, agora, são as reformas das UTIs e do Centro Cirúrgico, disse. O presidente garante que a AHB está com as contas em ordem e que irá pleitear a verba. Vamos conservar com o doutor Flávio Badin Marques e, através dele, enviar os projetos para a Secretaria da Saúde, contou.

Na opinião de Saab, apesar das constantes reclamações de falta de leitos, Bauru é uma cidade privilegiada no setor hospitalar. Não tem doentes nos corredores. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) não aumente a tabela há oito anos, os hospitais estão levando. Continuamos recebendo R$ 4,14 a diária. Os médicos, R$ 2,00, o que não vale a pena nem ele sair de casa, em determinados casos. Se ele mora longe do hospital, gasta muito mais em combustível, disse.

Apesar da defasagem, a AHB, nos últimos dois anos, conseguiu superar a situação difícil, garante Cid Santaella, nomeado em 99 para acompanhar os atos da associação. Os problemas existem, como em todas as entidades filantrópicas. A tabela do SUS está defasada e nós trabalhamos especificamente com esse público. Os convênios são minoria, contou.

Santaella explica que, dependendo da especialidade, a defasagem é maior. Há especialidades em que a remuneração é quase satisfatória ou satisfatória e há aquelas em que é insuficiente. Ele lembra que nunca há sobras de caixa. Temos que segurar a situação. Trabalhamos com uma defasagem de 50 dias, normalmente, entre a apresentação das faturas e o recebimento da verba. Hoje, recebemos um comunicado que as verbas referentes às faturas de novembro e dezembro serão pagas somente no dia 10. Isso significa mais cinco dias, além dos 50. Vamos ter que arrumar dinheiro para o pagamento dos funcionários, contou.

Sobre os atrasos de pagamento do INSS, Santaella explicou que a AHB aderiu ao Refis. Estamos recolhendo em dia. Segundo Saab, nunca houve atraso no INSS dos funcionários. O que estávamos discutindo na Justiça é a questão patronal, explicou.