08 de julho de 2026
Geral

É legal, mas é moral?

André Luiz P. de Oliveira Pinto
| Tempo de leitura: 1 min

Na edição do JC do dia 04/01, A tribuna do leitor trouxe o texto A solução? Economizar, do sr. Hélcio Pupo Ribeiro, listando uma série de atitudes tomadas em diversas cidades para a redução das despesas produzidas pelo Legislativo, numa demonstração que nem todos pensam como nosso nobre e revigorado edil Walter Costa, que após uma legislatura ausente e agora investido no cargo de presidente da Câmara, já cogita abrir as burras em um pequeno e risível montante de R$ 382 mil ao ano para remunerar um terceiro assessor.

Qualquer cidadão comum quando obtém a possibilidade cada vez mais distante de resguardar seus recursos na poupança ou em qualquer outra aplicação regozija-se, afinal a economia poderá reverter em benefícios futuros. No entanto, para a grande maioria dos políticos o ato de poupar só ocorre na vida privada, não existe a preocupação de economizar o dinheiro público. Desta forma, se não houver uma reação da opinião pública, brevemente mais 21 apaniguados estarão assistindo os nobres vereadores.

Antes de polêmica, tal medida é extemporânea, não existindo argumentação sólida e moral que legitime mais gastos desnecessários, não se justificam desperdícios quando toda a população vive de cintos arrochados, o contribuinte clama por alívio na sua carga tributaria e, com certeza, na lista de prioridades mais um assessor é algo supérfluo, e na relação custo/benefício não será um bom investimento para os nossos impostos.

Caros vereadores, não apresentem mais um motivo para que a população cada vez mais sinta desprezo pela política e desesperança na mudança dos velhos conchavos e das velhas práticas corporativistas.

Nota da redação - Carta enviada antes da decisão do presidente da Câmara, Walter Costa, de suspender, temporariamente, a contratação do terceiro assessor. (André Luiz Pereira de Oliveira Pinto - alpop@ig.com.br - RG 21.172.732)