08 de julho de 2026
Geral

Polícia apura morte de menor em Lins

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Menor foi baleado quando teria feito menção de sacar uma arma contra o policial. A arma do menor era de brinquedo

Lins - A Polícia Civil de Lins instaurou inquérito e está apurando as circunstâncias em que ocorreu a morte do menor Carlos Eduardo Moreira Silva, 16 anos, na noite do último domingo. O menor morreu após ter sido atingido por um tiro que teria sido disparado pelo sargento Gênova, da 1ª Companhia da Polícia Militar de Lins, durante uma ocorrência onde o menor era o suspeito.

A versão do policial e que já teria sido confirmada por testemunhas, é a de que o menor, quando abordado, deu a entender que sacaria uma arma contra o PM. Para defender-se, o policial teria disparado sua arma. O tiro acertou o abdome de Silva que, depois, descobriu-se, usava uma arma de brinquedo.

O fato, segundo informações da Polícia Militar de Lins, teve início por volta de 23h30 do domingo quando a PM foi acionada para atender uma ocorrência onde um casal era vítima de roubo. Renata de Lima Silva, 20 anos, e Isac José Cordeiro da Silva, 21 anos, estavam em frente a uma agência do Banco do Brasil quando teriam sido abordados pelo menor que anunciou o assalto. Segundo as declarações das vítimas, o adolescente tinha uma arma na cintura com a qual teria feito ameaça.

Apavorado com a ameaça do menor, o casal teria se separado e corrido em busca de ajuda. O menor teria seguido Renata e roubado-lhe o par de tamancos que usava no momento. O casal teria continuado correndo e pouco depois acabou se encontrando novamente. Foi aí que teriam solicitado ajuda a um mototaxista. A PM foi chamada e compareceram no local o sargento Gênova e soldado Castro.

Com as vítimas dentro da viatura, os policiais saíram em perseguição ao suspeito e encontraram o menor, na avenida Tiradentes, próximo à antiga Casa da Agricultura. Ao ser abordado, o menor teria se virado para a viatura e feito menção de sacar uma arma.

As próprias vítimas teriam gritado que o adolescente estaria armado e poderia atirar, quando o sargento Gênova efetuou um disparo que atingiu o menor no abdome.

Segundo a PM, o socorro foi providenciado de imediato, pelos próprios policiais, na viatura. Levado até a Santa Casa, o menor teria sido ainda submetido a intervenção cirúrgica, mas não resistiu ao ferimento e morreu.

A polícia apreendeu a arma usada pelo policial que efetuou o disparo, a arma de brinquedo que estava em poder do menor e o tamanco pertencente a Renata.

Além do inquérito instaurado pela Polícia Civil, a própria PM deve abrir um processo administrativo para apurar as circunstância em que o fato se deu. Na Delegacia, a informação é que as principais testemunhas já forma ouvidas. No final da semana é provável que a mãe do menor também preste depoimento. Informalmente, ela teria dito à polícia que tinha conhecimento da arma de brinquedo de seu filho mas nunca poderia imaginar que ela pudesse ser usada para a prática de atos infracionais. A Polícia Civil informou ontem que aguarda a ficha clínica do hospital onde o menor foi atendido e também laudos sobre o disparo.