10 de julho de 2026
Geral

Ex-deputado não descarta volta à cena política como candidato

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-deputado Roberto Purini (PDT) poderá voltar à vida pública. Em entrevista ao JC, o pedetista admitiu que as eleições não são um capítulo eliminado de sua história política. Nunca poderei dizer que dessa água não beberei. O futuro a Deus pertence, declarou.

A última eleição disputada por Purini foi em 1998, quando obteve 28 mil votos pelo PMDB. Mesmo com votação expressiva, o então deputado não conseguiu se reeleger. Mas não me sinto derrotado. Há parlamentares que chegaram à Assembléia Legislativa com 14 mil votos, diz.

O que faz Roberto Purini não abandonar por completo a idéia de voltar a disputar eleições são as láureas que têm recebido de várias cidades paulistas, para as quais trabalhou como deputado estadual. Somente no ano passado, o ex-parlamentar foi homenageado por Tabatinga, Barra Bonita e Fernão Dias.

Junto com as homenagens, garante o pedetista, surgem pedidos para que retorne à vida pública. A contínua repercussão sobre a construção do Aeroporto Regional de Bauru também contribui para que Purini não se declare totalmente fora da política.

Apesar de acalentar a expectativa de retorno, o ex-deputado afirma que não a tem fomentado. Prova disso, comenta, é o fato de estar se furtando de emitir opiniões sobre questões políticas. Esta é a vez de Renato, meu filho, e de outras possíveis lideranças. Apenas pensarei em eleições se as coisas caminharem para isso, diz.

No momento, a preocupação de Roberto Purini é acompanhar os passos do filho Renato na vereança, onde estréia este ano. Isso não significa, no entanto, que o ex-deputado comandará as ações de seu sucessor na vida pública.

O Renato tem a cabeça dele. O mandato é dele, não meu. Além disso, ele não precisa pedir conselhos porque sabe o que é melhor para Bauru, já que viveu em casa de político, o que não foi meu caso quando jovem. Por isso, ele tem a obrigação de ser melhor do que o pai, exige.

Roberto garante ainda que nunca influenciou Renato para votar em Walter Costa (PPS), apesar dos comentários de bastidores e de sua participação na última reunião do grupo político que apoiou o atual presidente da Câmara Municipal. Estive lá porque a chácara era minha, nada mais, justifica-se.

O ex-deputado também aproveita para responder a outro comentário de bastidores: a sua saída do PDT para o PPS. Não há acerto nesse sentido. Meu caminho, atualmente, é o PDT. Apesar de não estar lá por acaso, não posso garantir que permanecerei para sempre no partido. De momento, não é essa a minha intenção, afirma.

O único desejo atual de Roberto Purini é ver as forças políticas unidas pelo bem de Bauru. Precisamos respeitar a vontade da maioria. Um governo de coalizão é o que homens e mulheres de bem devem buscar, sugere. Inclusive pedetistas? Se o partido for convidado e tiver suas condições aceitas, por que não?, questiona, já respondendo.