Apesar de muito antigo e bastante divulgado pela imprensa, o golpe do bilhete premiado continua fazendo vítimas em Bauru. Ontem à tarde, N.P.C., 67 anos, entregou R$ 2,2 mil a uma moça e ficou com um bilhete que ela acreditava ser premiado. A mulher esperava receber R$ 20 mil por ajudar a moça, descrita como baixa e de cabelos encaracolados, a receber o prêmio do bilhete.
Segundo a vítima contou à polícia, ela foi abordada pela moça na esquina da rua Virgílio Malta com avenida Duque de Caxias. A moça contou a já conhecida história do conto do bilhete premiado: que tinha um bilhete premiado, mas não sabia como trocá-lo e precisava de ajuda.
Enquanto conversavam, apareceu no local um rapaz alto e bem vestido, que tudo indica era o comparsa da moça. Como se não conhecesse a moça, ele se dipôs a ajudar a moça a receber o prêmio, incentivando a vítima a fazer o mesmo. Em troca da ajuda, a moça prometeu R$ 20 mil para cada um deles, mas pediu que lhe entregassem, como garantia, a soma de que dispunham.
A vítima foi até dois bancos e sacou R$ 2,2 mil, entregando o valor em seguida à moça e recebendo, em troca, o bilhete. Em seguida, foram ao Centro para receber o prêmio, local onde o rapaz desapareceu. Foi quando a vítima percebeu que havia caído no conto do bilhete premiado, pois verificou que o valor que tinha para receber era apenas R$ 0,25.
O caso foi registrado no 3.º Distrito Policial. O delegado Dinair José da Silva disse que, apesar de estarmos no terceiro milênio e do golpe ser antigo, ainda é bastante comum. O perfil das pessoas que caem no conto do bilhete premiado é de idosos, que são ludibriados pelos estelionatários e acabam retirando do banco, muitas vezes, a economia de anos.
Silva ressaltou que muitas pessoas, pensando em levar vantagem, acabam acreditando em promessas de dinheiro fácil. Ele ainda frisou que, diferente do que muitos podem pensar, boa parte das vítimas de conto do bilhete tem bom nível de educação. O delegado pede às famílias que orientem seus parentes mais idosos a não dar atenção a pessoas estranhas, nas ruas, que ofereçam promessa de dinheiro fácil.