10 de julho de 2026
Geral

O Corpo de Bombeiros foi ao Cadeião, mas não precisou intervir

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Situação voltou ao normal às 22 horas, mas cerca de 70 presos tiveram que dormir no chão e sem energia elétrica

Um curto-circuito registrado por volta das 20h45 de ontem deixou sem energia elétrica cinco celas da Cadeia Pública, o cadeião, responsáveis pelo abrigo de cerca de 70 presos. Revoltados com a situação porque ficaram privados de ventiladores e aparelhos de televisão, eles atearam fogo em colchões e em seguida os jogaram nos corredores. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao Cadeião as chamas já haviam sido dominadas por extintores de incêndio, manuseados por carcereiros e pelos próprios presos.

Dois detentos foram intoxicados por fumaça. Eles foram encaminhados ao Pronto-Socorro para medicação. Segundo o delegado de Polícia que está respondendo pelo expediente da cadeia, Roberto Cabral Medeiros, nenhum preso ficou ferido. Também não foi registrada nenhuma tentativa de fuga.

Mas por precaução, o comando da Polícia Militar deslocou cerca de 50 homens para reforçar a segurança da cadeia. Para retirar a fumaça que invadiu as celas, um grupo de 16 bombeiros utilizou uma tubulação de 70 metros de comprimento ligada a um exaustor. O serviço durou aproximadamente 50 minutos. O atendimento contou ainda com uma viatura da Unidade Resgate.

O delegado seccional de Polícia, Antonio Angelo Ciocca, e o titular da DIG/Garra, JJ Cardia, compareceram ao local para acompanhar de perto a situação, que por volta das 22 horas já era de normalidade. Técnicos da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) identificaram que o curto-circuito teve causas internas, ou seja, algum problema de fiação do próprio prédio do Cadeião.

Segundo Medeiros, o conserto será providenciado hoje. Não há condição de identificar e solucionar o problema agora, 10 da noite, explicou. Os presos passaram a noite no escuro e sem colchões. Medeiros informou, ainda, que o cadeião tem capacidade para abrigar 70 detentos, mas está com 138.

O problema de superlotação começou a ser aliviado no início desta semana. O delegado conseguiu vagas para transferir 15 presos para cadeias de cidades da região. Esse trabalho é permanente, explicou. A transferências desses presos vai ocorrer nos próximos dias.