08 de julho de 2026
Geral

Jaú 'exporta' bandas para região

Fernando Penna
| Tempo de leitura: 3 min

As bandas de rock jauenses estão ganhando a região. Com a falta de locais adequados para apresentações, os grupos procuram casas noturnas e espaço nas cidades vizinhas.

Pode-se dizer que Jaú já virou um pólo produtor de bandas. Recentemente, um festival organizado pela Academia Interativo reuniu 10 bandas da cidade. No repertório, muito rock dos anos 60 e 70.

A história das bandas de rock não é novidade em Jaú. Esse movimento teria começado com as banda Eskilo sem Grilo e Estado de Xok. Esses grupos foram o embrião para a formação de outras bandas, como Os Patrões, entre outras.

Inspiradas no estilo das primeiras, as bandas de Jaú têm como principal característica o repertório baseado no rock tradicional.

O festival realizado na Academia Interativo serviu para abrir espaço para bandas menos conhecidas e dar a possibilidade para as que estão em evidência tocarem para o público de Jaú. Muitas das bandas trazem alunos e ex-alunos do colégio em sua formação. Decidimos abrir esse espaço para o festival, devido à ligação das bandas conosco. Além de alunos e ex-alunos temos um professor que toca numa das bandas, disse a coordenadora de eventos da Academia, Fabiana Elisa Gomes Croce.

Segundo ela, não existe nenhuma casa noturna apropriada para receber essas bandas na cidade. Só conseguimos assisti-los nos bailes de clubes. O bar onde aconteciam as apresentações fechou e de lá para cá não surgiu outro local. Temos viajado para as outras cidades para podermos ver as bandas de Jaú, comentou Fabiana Croce. Todo mês uma banda da cidade é escolhida para tocar na escola.

As bandas de Jaú têm se apresentado principalmente em Bauru. Nós somos muito bem recebidos nas outras cidades. Já está começando a surgir o conceito de que se a banda é de Jaú é boa. A meninada vai ter que ralar para manter o nível, comentou Lúcio Flávio Tebaldi, guitarrista da banda Mandrake. Coincidentemente, a Mandrake se apresenta hoje em Bauru, a partir das 23 horas, no Armazén Bar.

De acordo com Tebaldi, essa proliferação de bandas é fruto do esforço de músicos que já estão tocando há muito tempo. Essa é uma cultura que já vem de longe, disse. Além de guitarrista, Tebaldi é professor de Física. A meninada acaba se espelhando. Não comento sobre isso durante as aulas, mas muitos alunos perguntam sobre a banda e comparecem às apresentações, afirmou.

A nova geração das bandas de Jaú segue o mesmo estilo de repertório das bandas mais velhas. O guitarrista da banda Keeper, Murilo Peres da Fonseca, de 17 anos é uma prova disso. Tocamos muito Led Zeppelin e Deep Purple. Entre as mais novas tem o Red Hot Chilli Peppers e o Pearl Jam. Enfim, nosso negócio é rock, disse.

O vocalista da banda Mandrake, Alexandre Ometto, concorda com Fonseca. É muito bom ver essa quantidade de bandas de qualidade surgindo em Jaú. Parece que todos estão unidos em torno de um objetivo: tocar o bom e velho rocknroll, disse.

Serviço

Show com a banda Mandrake, hoje, 23h, em Bauru, no Armazén Bar. Rua Quintino Bocaiúva, quadra 2.