09 de julho de 2026
Geral

Dívida social também preocupa em Jaú

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O município precisa de outra área para ampliar o cemitério, novo espaço para o lixo e reparos em ruas esburacadas

Jaú - Não é apenas a dívida financeira que está preocupando o prefeito João Sanzovo Neto (PDT). Segundo ele, Jaú também possui uma dívida social que é tão ou mais importante quanto a primeira. Ao mesmo tempo que nós temos problemas com a saúde financeira do município, como, por exemplo, a falta de dinheiro em caixa, nós temos também uma enorme dívida social para ser paga, e que está lá fora, nas ruas, comentou o prefeito.

Essas dívidas sociais vão desde problemas mais simples como a urbanização de lotes habitacionais e a recuperação das ruas que foram destruídas em conseqüência das fortes chuvas que caíram sobre a cidade àqueles mais graves e urgentes como a construção de um novo cemitério e a designação de uma nova área de terra para o depósito do lixo produzido diariamente pelos 111 mil habitantes da cidade.

Nós temos um caso recente no Jardim Maria Luiza IV, onde uma chuva recente acabou com duas ruas do bairro. Temos também um cemitério onde não há mais lugar para colocar as pessoas que falecem. O lixão do município está com sua capacidade praticamente esgotada, e por isso precisamos encontrar outra área para depositar o lixo produzido na cidade. Essas são algumas dívidas sociais que nós encontramos e que também têm seu custo, tanto financeiro quanto social, acrescentou Sanzovo.

Embora sejam problemas, cuja solução requer uma certa urgência, o atual prefeito espera da população a tão decantada paciência. De acordo com o chefe do Executivo, a falta de recursos para realizar novos investimentos em infra-estrutura impossibilita uma ação mais imediata do poder público. Entretanto, Sanzovo acredita na compreensão das pessoas, pois, segundo ele, em Jaú todos já sabiam da dificuldade que o novo prefeito iria enfrentar.

Como essas questões são consideradas emergenciais, Sanzovo garantiu que já começou a tomar algumas providências para resolver o problema, como por exemplo a busca de um novo local para efetuar o depósito do lixo doméstico. De acordo com o secretário de Serviços Municipais, José Ezidro Toledo Bergamin, são coletadas diariamente cerca de 60 toneladas de lixo na cidade de Jaú.

Sanzovo afirmou ainda que está buscando auxílio junto à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para se orientar sobre a destinação de todo esse lixo. Desde 1998 a Cetesb vem forçando os municípios paulistas a tratarem seus resíduos por meio de aterros sanitários e não mais em lixões a céu aberto (ver box). Segundo o secretário Bergamin, a criação de um aterro sanitário faz parte dos projetos que estão sendo elaborados pela secretaria. Assim como faz parte também a criação de uma usina de reciclagem de lixo. No entanto, ele fez questão de deixar bem claro que para realizar esses projetos é preciso muito dinheiro. Resumindo: dificilmente eles sairão do papel, a curto prazo.

Quanto ao cemitério, Sanzovo disse que precisa tomar algumas decisões antes de iniciar as obras para se conseguir um novo. Antes disso, ele quer saber se compensa manter o serviço sob responsabilidade do município. Sanzovo não descarta a hipótese de terceirizar o próximo cemitério.