08 de julho de 2026
Geral

A REPETÊNCIA

Carlos Sandrin
| Tempo de leitura: 2 min

Ao ler que 3.800 alunos não tiveram o prazer de passar de ano e que os alunos não vão às aulas do período de férias, leva-me a encontrar duas causas para repetência e delinqüência.

Em outros tempos, quando o aluno tinha apenas 3.º ano primário e ia às aulas com 4 caderninhos de 8 folhas, ao pleitear a continuidade de estudos não precisava fazer vestibular para entrar no Liceu, no Guedes, na Marimar e na ITE, isto porque não haviam greves de professores e os alunos eram bem educados, inclusive, com aulas de princípios religiosos e de respeito à Pátria, sendo obrigados a conhecer o Hino Nacional, não havendo delinqüência nas escolas e nem repetência; aprendiam e não repetiam porque os professores ensinavam a escrever, a ler, a articular as palavras ao invés de dar tarefas que fazem os alunos perderem horas pesquisando sobre o que fora perguntado, perdendo seu tempo de estudo e lazer, quando seria mais fácil dizer-lhes que os presidentes da República foram... do que simplesmente fazerem a pergunta para que os alunos se desgastem sem que consigam o resultado.

A situação atual, com base no passado, vivendo o presente e pensando no futuro, fez-me lembrar de uma carta que enviei à delegada regional do Ensino, Edinéa Sita Cucci, em 20/10/97, na qual terminei: Dado aos acontecimentos de tão grande gravidade, permita-me sugerir-lhe que se demita de tão importante cargo para que nele pessoa com mais criatividade possa ser útil aos alunos que serão os homens ou os bandidos de amanhã.

Na carta que lhe escrevi com 15 itens com base no que a profissão nos ensina, se posta em prática, não teria ela, agora, se despedido chorando de tão nobre cargo.

Faço votos que o atual substituto ao deixar futuramente o cargo, tenha o prazer de fazê-lo sorrindo. Deixe a malfadada modernidade e se baseie no passado, quando tínhamos ilustres pensadores. (Carlos Sandrin)