08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Portas abertas

O PSDB decidiu abrir suas portas a ex-correligionários por meio de uma tumultuada votação na sede do partido, no último sábado. O presidente local, Rubens Spíndola, sugeriu que se adiasse a decisão por não haver a presença de todos os membros do diretório. A sugestão não pegou: dificilmente todos os membros do diretório comparecem às votações

Dono do partido

Spíndola chegou a impor o adiamento para fevereiro. Irritado, o coordenador regional do PSDB, Élio Busch, autor da proposta em votação, chamou-o de ditador e dono do partido, levantando-se da mesa e saindo da sala. Foi seguido por outros.

Sem concessão

Ao final, a votação foi amplamente a favor da proposta de Élio Busch. Apenas dois votos contra. Um deles, de Spíndola. A ex-dirigente de ensino, Edinéa Sita Cucci disse sim, desde que não se faça nenhum tipo de concessão aos readmitidos. Foi imitada.

Dois em um

No final da votação, um correligionário vitorioso observou: Pelo menos Spíndola resolveu uma questão para nós, não somos mais três partidos em um, apenas dois, o nosso e o dele.

À espera

O presidente local do PDT, Marcelo Borges, que apareceu saudosista, nesta coluna, na semana passada, disse que por enquanto o partido está observando a Câmara Municipal para ver o que acontece. Borges informou que o comando partidário vai ainda esperar o começo das sessões, observar o comportamento de cada vereador, notadamente os seus, para depois agir.

Jereissati presidente

Se depender dos topiqueiros - que fazem transporte alternativo com Topic em Fortaleza -, o PSDB já tem candidato a presidente da República: Tasso Jereissati. Cerca de mil topiqueiros lançaram o governador à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002.

Sem acordos

E ontem Jereissati foi logo negando qualquer acordo com ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, para um dos dois deixar de ser candidato à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Jereissati viaja para os Estado Unidos esta semana para a posse de George W. Bush, mas negou encontro com Ciro, apesar de ele já estar lá.

Garotinho x Brizola

A entrada do governador Anthony Garotinho no PSB provocou desconforto em alguns dos líderes políticos que defendem a formação de uma frente de centro-esquerda para as eleições de 2002. Embora ninguém diga que a presença do governador no partido inviabilize a aliança, fica claro que um novo problema surgiu. O presidente do PDT, Leonel Brizola, deu uma indicação de que a entrada de seu desafeto Garotinho no PSB o afasta deste partido.

Panos quentes

O ex-governador preferiu, no entanto, deixar análises políticas mais concretas para a semana que vem. Na última semana, Brizola, disse que o assunto embargava a voz. Eles (o PSB) levaram uma cascavel (Garotinho) para dentro de casa e quero ver agora como eles vão dormir com o guizo, disse.