O furto de fios de cobre - tanto os usados na rede telefônica, na rede elétrica quanto os da ferrovia - é o novo filão de mercado dos ladrões. Ontem, foram registrados dois furtos da rede da Telefonica, um em Bauru e um em Lençóis Paulista, totalizando mais de um quilômetro de fios, e uma tentativa de furto de fios da Ferroban, frustrada pela polícia. O ladrão acabou abandonando até a carroça com o cavalo, que iria usar para transportar os fios .
Em Bauru, o furto de fios da Telefonica ocorreu no Distrito Industrial I, na madrugada de ontem. Os ladrões levaram três cabos de 130 metros de extensão cada um e dois cabos de 180 metros cada. Segundo informou a assessoria de comunicação da Telefonica, a rede furtada tem alarme, mas mesmo assim os ladrões conseguiram agir sem ser surpreendidos.
O alarme tocou na central da empresa de segurança e a Polícia Militar foi acionada. No entanto, quando os policiais chegaram ao local, os ladrões já haviam fugido com os fios, sem deixar pistas. A rede furtada tem capacidade para 400 telefones, mas a assessoria de imprensa da Telefonica não soube informar quantos estavam ligados e foram atingidos em função do furto.
O proprietário de uma indústria no Distrito Industrial, que não se identificou e estava sem telefone ontem pela manhã, reclamou que os furtos estão sendo muito freqüentes. Ele estranha o fato de os ladrões não serem pegos cortando ou carregando o material. A assessoria de imprensa da Telefonica informou, no final da tarde de ontem, que os cabos furtados no Distrito Industrial já haviam sido repostos e que as linhas estavam funcionando normalmente.
A ocorrência foi registrada no 4.º Distrito Policial, no início da tarde. O outro furto foi registrado em Lençóis Paulista, onde os ladrões levaram cerca de 700 metros de fios da Telefonica. Nesse caso, a rede furtada tem capacidade para 200 telefones - também não foi informado quantos foram atingidos. O serviço estava sendo restabelecido no final da tarde.
Nos últimos meses, os furtos de fios de cobre da Telefonica têm sido constantes em Bauru, com maior incidência na região do Ferradura Mirim e Tangarás. Nesta semana, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que investiga os crimes de autoria desconhecida, apreendeu 260 metros de fios da CPFL no Parque Roosevelt. O que estaria motivando os furtos seria o preço do quilo do cobre, que chegaria a R$ 1,50 nos ferros-velhos.