08 de julho de 2026
Geral

Conselho Tutelar está sem telefone

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

As duas linhas de telefonia fixa da entidade só estão recebendo ligações. Problema seria falta de pagamento das contas

O Conselho Tutelar de Bauru está sem telefone. As duas linhas que atendiam a entidade, responsável pela proteção de crianças e adolescentes em situação de risco, localizada na quadra 13 da rua Agenor Meira, passaram a funcionar com restrição ontem pela manhã - recebiam, mas não faziam ligações.

Não conseguindo fazer ligações, a presidente do Conselho Tutelar, Darlene Martin Têndolo, entrou em contato com a Telefonica e disse que foi informada que as linhas haviam sido desligadas por falta de pagamento das contas, que é feito pela Prefeitura. O chefe de Gabinete da Prefeitura, Antônio Sérgio Marsola, disse que as contas telefônicas estão sendo pagas em dia e que o problema nas duas linhas do Conselho Tutelar deve ser outro.

Sem poder fazer ligações, o trabalho das conselheiras fica muito restrito, segundo Darlene. Em caso de ter que procurar um abrigo para uma criança ou adolescente, por exemplo, serviço que é feito por telefone, as conselheiras terão que ir de entidade em entidade para saber se há vaga.

O Conselho Tutelar só não está incomunicável porque ainda restam alguns créditos no telefone celular pré-pago recebido, a título de doação, do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) das Bases Sul e Centro e 3.º DP, e do bip. No entanto, de acordo com Darlene, a taxa mensal do bip também não está sendo paga desde agosto. O serviço apenas não foi cortado, segundo Darlene, porque a central do bip sabe das dificuldades financeiras do Conselho Tutelar.

Além do Conselho Tutelar, funcionam no mesmo prédio e, portanto também estão sem telefone, mais três conselhos: do Idoso, da Criança e Adolescente e da Pessoa Deficiente. Desde o ano passado, o Conselho Tutelar vem reclamando de falta de estrutura para trabalhar. A principal reivindicação é um motorista para o período noturno, para as conselheiras atenderem as ocorrências e, se for preciso, transportar crianças e adolescentes.

As reivindicações já chegaram até ao promotor da Infância e Juventude, Lucas Pimentel, que determinou à Prefeitura que tente atender as necessidades do Conselho Tutelar. O chefe de Gabinete da Prefeitura disse que agendou uma reunião com o Conselho Tutelar, para a próxima semana, para voltar a discutir as reivindicações da entidade. Ele contou que várias das reivindicações anteriores já foram atendidas, mas não soube nominar quais.

Darlene afirmou que as conselheiras tutelares continuarão trabalhando mesmo sem telefone, mas que o serviço está prejudicado. Nós precisamos de telefone para falar com as entidades, com outros conselhos, em casos de recâmbio, com o Fórum, etc. São telefones emergenciais, disse.