08 de julho de 2026
Geral

Números do FGTS apontam para recuperação da região

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

A recuperação econômica ocorrida no Brasil no segundo semestre de 2000 mostrou seu reflexos em Bauru, em relação ao nível de emprego. Em toda a região, os números de pagamento e arrecadação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) mostraram uma variação favorável, com crescimento de 4,1% na arrecadação e redução de 5,53% nos pagamentos de indenizações, segundo dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal (CEF).

Na cidade de Bauru, o crescimento da arrecadação ficou em 7,27%, ou seja, 3,17 pontos percentuais acima da região. Porém, a redução de pagamentos de indenizações teve uma queda de apenas 0,54%, ou seja, 4,9 pontos percentuais abaixo da região (veja quadro).

Wanglei Rodrigues Taú, gerente de mercado do Escritório de Negócios de Bauru da Caixa, destaca, no entanto, que o total de pagamentos na região, em 2000, que atingiu R$ 199,136 milhões, ainda foi 3,87% maior do que o total de arrecadação, que chegou a R$ 191,435 milhões. Em Bauru, os R$ 42,26 milhões arrecadados em 2000 foram 19,05% menores do que os R$ 52,204 milhões pagos em indenizações. Isso fez com que os recursos do FGTS disponíveis para habitação não crescessem, afirmou.

Taú disse que o aumento da arrecadação pode significar uma melhoria no nível de empregos. Por outro lado, apesar de ainda não ser expressiva, destaca o gerente, é necessário considerar a contribuição das empregadas domésticas, que é opcional, mas muitos patrões passaram a fazer o recolhimento. Os mecanismos de renegociação de dívidas também podem ter colaborado para esse aumento de arrecadação.

O número de saques realizados em todas as cidades compreendidas pelo Escritório de Negócios da Caixa também teve queda. Foram 270.050, em 1999, contra 249.703, em 2000, numa redução de 7,54%. Os números de Bauru não foram fornecidos.

O economista e professor chefe do Departamento de Economia da Faculdade de Economia da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Wagner Ismanhoto, diz que os números fornecidos pela Caixa são coerentes com o crescimento da economia e recuperação do setor industrial do País no segundo semestre.

Para o economista, os números de Bauru, comparados com os da região, podem ser considerados normais, já que dependem dos segmentos empresariais presentes em cada município, que têm variação. Alguns setores tiveram desempenhos melhores do que outros. Isso explica as variações, mesmo a menor redução na quantidade de saques de Bauru em relação à região, afirmou.