A partir de agora, interessados de toda região em entrar para o banco de doadores podem se cadastrar em Botucatu e Marília
Desde ontem, postos de atendimento do Banco de Doadores de Medula Óssea estão funcionando em pelo menos dois município da região: Botucatu e Marília. Nas duas cidades, o Hemocentro vai atender os interessados em fazer a doação, através de um telefone que já está à disposição e sendo divulgado. Em Jaú, onde está localizado o Hospital Amaral Carvalho, uma referência em oncologia, o telefone será disponibilizado a partir da próxima semana.
Ligando para os números indicados, as pessoas terão todas as informações básicas sobre o procedimento a ser adotado. Em Marília o número é o (14) 421-1850 e em Botucatu o (14) 6824-8004, atendendo em horário comercial.
Basicamente, o procedimento será o mesmo em todos os postos. Entretanto, cada cidade pôde estabelecer como será feito o primeiro contato com o pretenso doador. O Hemocentro de Botucatu, por exemplo, estabeleceu que cada pessoa que se dispuser a entrar para o Banco, após fazer o contato telefônico, será atendida individualmente para uma conversa onde os detalhes do procedimento serão expostos.
Em Marília, pelo menos inicialmente, será marcada uma entrevista mensal com todos os interessados que ligarem ao longo do mês, para uma reunião explicativa. A primeira reunião está marcada para o dia 15 de fevereiro. Após essa triagem, um exame de sangue completo deverá ser feito.
Em Marília, a expectativa é que ainda este ano, a cidade ganhe uma ala de transplantes no Hospital das Clínicas, inclusive para os de medula óssea. Segundo o Hemocentro de Marília, o posto de atendimento está ligado ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A central funciona no Rio de Janeiro e é através dela que as doações serão controladas. Caso os doadores compatíveis sejam chamados, a própria central define onde será realizado o transplante.
Para quem for cadastrado por Marília, os exames realizados, muito provavelmente, vão ser feitos por um laboratório de Ribeirão Preto. Apenas a central terá acesso aos resultados que estarão indicando se os voluntários podem ou não ser doadores.
O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e algumas outras doenças do sangue. Para fazer a doação é preciso, antes de mais nada, apresentar um bom estado de saúde e ter entre 18 e 55 anos. A retirada de medula do doador é feita através de punções, realizadas em processo cirúrgico e em pouco tempo o doador volta ao normal sendo que o processo não causa comprometimento para a saúde.
A medula óssea é uma substância mole e gordurosa que ocupa o interior dos ossos, conhecida popularmente como tutano. Lá, são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.
Para a realização dos transplantes, tudo seria relativamente simples se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor, já que as chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a uma em mil.
Os postos de Marília e Botucatu estarão atendendo interessados de toda a região. Por enquanto, apenas essas duas cidades foram escolhidas como postos de atendimento aos doadores voluntários.
De acordo com o Hemocentro de Marília, a retirada da medula óssea do doador acontece através do Sistema Único de Saúde (SUS ), sendo muito difícil encontrar doadores compatíveis.
Sangue
Aproveitando os gestos nobres de quem estiver entrando em contato com os Hemocentros, os profissionais desses estabelecimentos estarão frisando também a importância da doação do sangue. Em Botucatu, Alba Cristina Albano dos Santos, do setor de doadores, lembra que ser um doador de medula é tão importante quando um de sangue. Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
Redome
Para obter mais informações, os interessados podem enviar e-mail para o Redome. O endereço é o redome@inca.org.br e o telefone (0xx21) 291-3131, ramais 3301/ 3759.
O Redome coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros. Mais de 5 milhões de doadores já estão cadastrados em todo o mundo.