De acordo com o comandante do 4.ª BPMI, tenente-coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, informações extra-oficiais sobre o resultado da exumação do corpo do menor, H.R.S., 16 anos, morto em confronto com policiais militares, mostrariam que ele não teria sido algemado. O comandante Eclair disse, também, que o exame residual teria comprovado a existência de pólvora na mão do menor, isso comprovaria os disparos que teriam sido feitos pelo menor. O delegado do 1.º Distrito Policial, Ronaldo Divino, que preside o inquérito, afirmou que ainda não recebeu os laudos da Polícia Científica.
O menor H.R.S. foi morto após trocar tiros com policiais militares, na manhã do dia 10 de janeiro. De acordo com os policiais, H.R.S. teria efetuado disparos contra eles, com um revólver calibre 22. O menor foi perseguido e atingido com cinco tiros. O confronto aconteceu no Parque Jaraguá. Os próprios policiais conduziram H.R.S. ao Pronto-Socorro Central, onde ele veio a morrer.
A família do menor defende a tese de que ele teria sido executado pela PM. A mãe dele alega ter visto marcas de algemas no pulso de H.R.S. Além disso, vizinhos argumentavam que o garoto teria sido confundido com outro menor das redondezas.
Eu sempre digo que as mães tem direito a tudo. É preciso compreender o desespero de alguém que perde um filho. Porém, estou convicto sobre os fatos, afirmou Eclair. O comandante afirma ter tido acesso aos laudos periciais que confirmam a versão dos PMs envolvidos no caso. Ainda não tenho os laudos, mas os peritos já confirmaram que não há sinais do garoto ter sido algemado. Além disso, o laudo sobre os resíduos de pólvora confirmar que ele efetuou disparos, explicou.
Eclair estava de férias na ocasião do incidente e disse ter procurado obter todos os detalhes sobre o caso. Comecei averiguando quem eram o garoto e sua família. O pai dele tem 16 passagens pela polícia por motivos diversos, entre eles tráfico e furtos. Atualmente, ele cumpre pena. O garoto já tinha passagens por porte de entorpecentes e furto. Ele seria ouvido sobre o caso de furto no dia 24. Esses são apenas os casos que foram levados à Justiça, afirmou Eclair. Ele disse que os antecedentes do garoto não foi o que determinou a ação policial. Quando alguém atira contra um policial não queremos saber se o nome dele é José ou João. A ordem é defender-se da forma possível.
Apesar das afirmações de Eclair, o delegado responsável não confirmou os resultados dos laudos. Ainda não recebi os laudos e só posso confirmar essas informações com eles em mãos, afirmou Divino. Apesar disso, Eclair contou que o delegado confirmou essas informações durante reunião do Conseg (Conselho de Segurança). Ele confirmou essas informações durante uma reunião. Todos ouviram. Procurado novamente pela reportagem do JC, Divino disse que só irá se pronunciar oficialmente quando receber os laudos.