11 de julho de 2026
Geral

Skatistas pedem um local específico para os treinos

Rodrigo Figueiredo
| Tempo de leitura: 2 min

As ruas e praças nem sempre são os locais preferidos pelos skatistas para aprender as manobras mais ousadas e radicais. Uma reivindicação antiga é a construção de uma pista onde todos possam aproveitar ao máximo os espaços sem atrapalhar pedestres ou deteriorar o patrimônio público, como as praças. Hoje, os skatistas de Bauru tem que dividir com crianças e carros os espaços para praticar o seu esporte favorito.

Do Ouro Verde ao Pagani, do Geisel ao Jardim América, não é difícil encontrar um grupo de pessoas brincando com o seu skate pela cidade, seja em praças ou mesmo em rampas improvisadas no meio da rua. Mas o que todos pedem é um local próprio, e organizado. "Em Barra Bonita tem duas pistas da Prefeitura, em Iacanga tem outra. Piracicaba tem duas pistas de street e um half. Só Bauru não tem nada", lamenta Cristian Peterson, 20, que costuma dividir junto com outros amigos os espaços da Praça da Paz, no Jardim Panorama. "Chega 6 horas da tarde enche de criança na praça e aí nós temos que ir embora, para o nosso bem e os das crianças", reclama.

Para os bauruenses que tentam levar o skate à sério, em busca de profissionalização, a falta de um local próprio é tido como o principal fator da cidade não ter outros Wolneis no circuito."Skate é diversão, mas queremos levar à sério", diz Peterson, que com um grupo de amigos costuma viajar pelo Brasil à procura das melhores pistas e para a disputa de campeonatos.

Capitaneado por Eduardo Giacon, o grupo viaja pelo País com um ônibus transformado em "hotel", com 5 camas, banheiro, chuveiro e aquecedor a gás, já famoso em todo o circuito do skate amador. Eduardo Júnior, 17, Leonardo Giacon, 15, Pierre Figueiredo, 16 e Rafael Martins (Alemão), 17, completam os aventureiros do Zabumba (como o ônibus é conhecido). No ano passado, Léo foi quinto colocado no circuito paulista para iniciantes. Pierre foi sétimo. Já Rafael conseguiu bons resultados entre os amadores.

A única pista pública da cidade, o half construído há quase dez anos na Avenida Nuno de Assis, divide opiniões. Enquanto para alguns é estreita e perigosa, para outros é ainda mais desafiadora e radical. Apesar disso, todos concordam: uma pista estreet seria o ideal para os que gostam do esporte.

A massificação do esporte, no entanto, ainda está longe da febre ocorrida no final dos anos 80. Mas o futuro é promisso.