O século XX acabou. Estamos no terceiro milênio. O desafio aumentou, à medida que caminhamos para uma maior liberalidade de mercado, migrando para era da globalização na sua forma mais concreta. Todos os esforços caminham para uma direção: a da eficiência.
E a tecnologia da informação exercerá papel crucial nesta evolução da velha economia, pois não adianta só produzir barato. É necessário saber o quanto se está produzindo mais barato e onde podemos ganhar mais eficiência.
Para isso, são necessários sistemas de informações que possam gerenciar todas as fases produtivas.
A ferramenta Internet ajudará a velha economia a dar outro salto de produtividade e eficiência, na qual computadores ajudarão a controlar, da produção do primeiro componente até o varejo, unindo os diversos setores industriais, harmonicamente, no intuito de produzir com eficiência. E essa tecnologia já existe e está sendo implantada. Cada empresa é um caso, e cada caso é outro caso, ou melhor, as tecnologias devem ser implementadas de acordo com cada situação. É um caminho sem volta por onde todos trilharemos naturalmente. Para se ter uma idéia, um laboratório da análises clinicas da capital despendia um valor de R$ 3,00 por resultado de exame enviado aos clientes. Nesses RS$ 3,00, soma-se desde a mão de obra até o custo da impressão, envelope e, finalmente, o envio. Há um ano, começou a operar um sistema no qual os exames são preparados digitalmente e enviados via e-mail, a um custo de R$ 0,29 e com maior rapidez e segurança. É uma questão matemática. Uma pesquisa da Consultoria KPMG, recentemente, listou os setores da economia que estão mais preparados tecnologicamente e os menos preparados. Na liderança estão os bancos e as indústrias de tecnologia. No meio do caminho estão as empresas químicas e farmacêuticas, que já estão em um a fase de superação das adaptações e acomodação das soluções implementadas. Na lanterninha, as indústrias de manufatura, serviços, agricultura, comércio. Quer um exemplo? A industria automotiva. É que, na realidade, estes setores se compõem de uma cadeia produtiva muito extensa, ou seja, dependem de muitos fornecedores e estes ainda estão sendo perseguidos pelos cinco grandes riscos da tecnologia.
O risco da segurança, no qual fornecedores temem em mandar seus esquemas de projetos online e estes caírem em mãos inimigas (espionagem industrial).
O risco natural, no qual os fornecedores se preparam e compram sofisticados e caros sistemas e logo é necessário um upgrade (atualização) ou completa reestruturação dos softwares.
O risco da implementação, quando o software se torna incompatível com o utilizado na cadeia produtiva e suas transações digitais falham em se comunicar.
O risco calculado, no qual o fornecedor toma a iniciativa da implementação e se torna cobaia e campo de provas para o todo o setor.
O risco da oportunidade, no qual ao invés de se gastar fortunas em sistemas de informação e tecnologia opta-se por gastar em atualização dos sistemas de produção.
O mercado se incumbirá de apressar a instalação dessas ferramentas.O sucesso dependerá de como as empresas irão administrar a integração de suas cadeias de valores, otimizando a cadeia produtiva é uma soma de zeros 0+0+0+0=0 na qual você ganha mais quando seu fornecedor perde menos e assim por diante, em um jogo no qual todos ganham, inclusive os consumidores. E2E exchange to exchange, a troca de informações entre as cadeias produtivas.
Só para lembrar, este ano é o ano do voluntariado. Que bom se cada um puder transferir um pouco que sabe aos que sabem pouco. Sejamos todos pela educação.
(*) Rubito Ribeiro de Barros Filho, cursa MBA em Tecnologia da Informação na universidade UC Berkely, nos Estados Unidos, é relações corporativas da Ponto Com Ponto Br. Home-page: www.dr2.com.br E-mail rubito@embauru.com.br