08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Reforma política

Além da troca de partidos visando o ano eleitoral de 2002, o ano de 2001 será dedicado, segundo prometem a Câmara Federal e o Senado, à reforma política, que já virá tarde, tamanha a distorção que a atual e defasada legislação provoca. Vamos aguardar a volta do recesso para ver se os políticos brasileiros têm essa nobre intenção.

Coligações proibidas

No final do ano passado, havia se decidido, entre líderes congressistas, que a reforma se dará em três etapas. Na primeira, serão votados dois dos projetos básicos: o que proíbe as coligações na eleição proporcional e o que permite que os partidos disputem a eleição proporcional com um número equivalente ao triplo das vagas. Até aí nada de muito novo.

Fidelidade

Na segunda etapa, será votado, de acordo com o cronograma, o projeto que estabelece a fidelidade partidária por via indireta, com a fixação de um prazo mínimo para a troca de partidos. Aí a reforma começa a ganhar consistência e resolutividade, eis que a prostituição partidária é um dos maiores males da política nacional.

Financiamento

Na terceira e última etapa serão votados o financiamento público de campanha e o projeto que estabelece uma cláusula de desempenho ou de barreira para os partidos que não atingirem pelo menos 5% dos votos nas eleições proporcionais (vereador e deputado). Esta última conta com a resistência dos pequenos partidos.

Remember

No final do ano passado, novos e antigos vereadores se juntaram para uma pelada de futebol, na Sociedade Hípica de Bauru. Nas fotos, o time dos vereadores, postado para a foto tradicional, e João Parreira, fazendo pose de atleta.

Recuo salarial 1

Depois de muita pressão, o prefeito de Aracajú (SE), Marcelo Déda (PT), resolveu diminuir em 20% seus vencimentos, que haviam subido de R$ 4,5 mil para R$ 12 mil. Com a revisão, ele vai ganhar R$ 9.600, ainda assim um salário para lá de respeitável. Se fosse mantida a pretensão inicial, o vice, Edivaldo Nogueira, receberia R$ 8 mil.

Recuo salarial 2

Os vereadores da capital sergipana também tiveram uma redução em seus vencimentos. Passam a ganhar R$ 3,6 mil ao invés dos R$ 4,5 mil a que teriam direito. O prefeito Déda divulgou notas explicando que o reajuste teria viabilidade técnica, mas não conseguiu convencer a opinião pública local. Este salário (R$ 12 mil) é responsabilidade da Câmara passada, argumentou.