08 de julho de 2026
Geral

Consumo de energia cresceu 7,52%

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

O índice de crescimento do consumo em Bauru foi 3,52% maior do que o PIB e 1,23% maior do que a média da CPFL

O consumo de energia elétrica em Bauru teve um crescimento de 7,52%, em 2000, se comparado com o ano anterior, ou seja, cerca de 3,52% maior do que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que deve fechar em aproximadamente 4%. O desempenho de Bauru ficou, ainda, 1,23 ponto percentual acima do crescimento médio da área de concessão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que apresentou aumento de 6,29%, em relação ao ano anterior.

Em Bauru, o consumo saltou de 502,837 milhões de quiloWatt/hora (kWh), em 1999, para 540,642 milhões de kWh, em 2000. Por setores, o que mais cresceu foi o comercial, que teve uma variação de 11,31%, seguido pelo industrial, com 7,74%, e o residencial, com 5,25% (veja quadro com os números completos). Vale destacar que o consumo de Bauru correspondeu a 2,67% do total da área de concessão da Paulista, que consumiu 20,2 mil gigaWatts/hora (gWh), em 2000.

Wilson Maldonado Júnior, gerente de Serviços de Campo da Região Noroeste da CPFL, sediada em Bauru, acredita que o crescimento acima do PIB aponta para uma recuperação econômica da cidade e da área de concessão da Paulista. Para ele, o aumento do segmento industrial, em 7,74% é de fundamental importância, pois essas empresas acabam puxando a demanda, além dos demais insumos que utiliza.

O delegado de Bauru do Conselho Regional de Economia (Corecon), Reinaldo César Cafeo, destaca que o consumo de energia pode ser considerado um importante parâmetro de crescimento do parque industrial, da atuação das empresas nos demais setores da economia, bem como de melhoria da condição de vida das pessoas (considerando que a utilização de bens eletro-eletrônicos permite maior conforto).

Ele destaca que, por se medido em kWh, o crescimento do consumo é real. Na área residencial, ele credita isso ao aumento do número de moradias; aumento do consumo per capita; ampliação da rede de energia para áreas até então não cobertas. A partir do aumento de consumo de energia, podemos concluir que, em média, os residentes em Bauru estão melhorando sua qualidade de vida. O consumo residencial representa 46,1% do total do município.

Cafeo lembra que o setor industrial foi o carro-chefe do crescimento econômico no Brasil em 2000. Gerou um PIB superior a 6% e aumentou em 1,7% o número de vagas. Em Bauru, há indicativos de forte crescimento das exportações.

Ele destaca que o consumo de energia é mais um importante indicador que confirma esse bom desempenho industrial. O consumo desse segmento aumentou 7,74%, em 2000, se comparado a 1999. Esse crescimento é superior, em mais de 3 pontos percentuais, ao crescimento de 4% previsto para o PIB - 4% sem deflacionar. Se descontarmos a inflação, será próxima a zero, o que indicaria um crescimento de 7,74% real, destacou.

O consumo no setor industrial representa 26,4% do total do consumo da cidade. Mesmo com uma indústria pulverizada, a utilização de energia do setor é semelhante à do comércio. As indústrias de bateria (acumulação de energia) podem ser responsáveis por parte desse crescimento verificado.

O aumento de 11,31% no setor comercial, para Cafeo, não teve uma ligação direta com o maior volume de vendas. No caso do setor industrial há forte utilização de máquinas e equipamentos, o que força o crescimento do consumo. No comércio, isso não ocorre proporcionalmente. Instalação de novas empresas; ampliação do horário de atendimento ao público - notadamente o setor supermercadista podem estar puxando o crescimento.

Cássio Carvalho, presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), destaca que a melhoria de atendimento ao cliente, com instalação de ar-condicionado em lojas e outros tipos de conforto podem ser responsáveis pelo crescimento de consumo na área comercial.

Além disso, deve-se considerar a abertura de uma série de pequenas lojas e o comércio nos bairros, que representaram um crescimento setorial. O comércio cresceu na Zona Sul e vem se expandindo em outras áreas da cidade. Isso pode impulsionar o consumo. Mas, é bom lembrar que não cresceu o faturamento, afirmou.