08 de julho de 2026
Geral

Metas Econômicas: busca da estabilidade de preços

(*) Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

O controle da inflação tem sido a tônica do governo FHC. Se tirássemos um retrato localizado para verificar o grande trunfo da equipe econômica que comanda o País nos últimos seis anos, poderíamos afirmar que a controle da inflação foi a maior conquista.

Vale destacar que em 2000, pressionado pelos aumentos de custos (tarifas que não são mais públicas e petróleo), observamos um repique nos índices de preços. Isso se deu no meio do ano, com destaque para julho e agosto.

Mesmo assim, demonstrando que, com uma política monetária apertada, com uma política fiscal austera, foi possível manter os índices de inflação sob controle.

O IPCA do IBGE, índice oficial do governo, aponta para um acumulado no ano (até novembro) de 4,70%. Se tomarmos outros índices, de outros institutos de pesquisa, teremos inflação anual na casa dos 6 a 10%. Isso tudo com crescimento da economia, baixo, mas com crescimento.

Esta variável nos parece, se não está totalmente controlada, o indicativo é que não tenhamos sustos pela frente.

Mérito do governo FHC no controle de preços.

Perspectivas: Manteremos o controle da inflação pelas políticas fiscais e monetária, enquanto esperamos a consolidação do processo de reformas que se arrasta por esses anos todos.

Considerando que passamos momentos difíceis (janeiro de 99 e julho/agosto de 2000) e mesmo assim os preços não dispararam, o indicativo é para uma inflação baixa para 2001.

A aposta é que fique na casa dos 4% no fechamento de 2001.

Resumindo: Em 2000 a inflação foi pressionada pela necessidade de geração de superávits no setor público, notadamente na conta-petróleo, que passou o ano a mercê do comportamento dos preços internacionais.

Estamos nos consolidando no combate efetivo da inflação.

As perspectivas para 2001 são positivas nesse aspecto.

Vale a pena investigar novos conceitos econômicos, afinal, o consumidor pode ser o grande balizador do mercado.

Talvez sem políticas monetária e fiscal austeras seja possível controlar a inflação.

É a aposta da nova economia.

(*) Reinaldo Cafeo é economista, Delegado do Conselho Regional de Economiawww.economiaonline.com.brcafeo@economiaonline.com.br