Associação dos Despachantes decidiu demitir os 15 funcionários cedidos à Ciretran, que já estavam afastados
Numa reunião realizada anteontem, ficou decidida a demissão dos 15 funcionários da Associação dos Despachantes de Bauru que trabalhavam na 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). A decisão foi tomada pela Associação, que rompeu a parceria com a Ciretran por não concordar com a morosidade e a burocracia na análise de documentos por parte do delegado da Ciretran, Abel Fernando Paes de Barros Cortez.
De acordo com o presidente da Associação dos Despachantes Policiais de Bauru, Luiz Antônio Brancaglião, o trabalho do delegado não está sendo criticado. Ele faz a conferência dos documentos depois de já ter passado pelas mãos de vários funcionários que conferem as informações. Isso é zelo, nós não contestamos, mas como ele sozinho quer fazer isso, o trabalho acaba tardando muito e, com isso, nosso serviço é prejudicado, disse.
O presidente da Associação disse que não se justifica uma última conferência depois que o documento já está pronto, mas mesmo assim não tira a razão do delegado. Tudo, atualmente, é informatizado, por isso, acredito que essa última conferência não é necessária, mas quero deixar claro que se ele pensa que deve ser assim, então eu não contesto o trabalho dele, afirmou.
Brancaglião explicou que essa nova conferência do delegado não faz parte do manual de procedimentos adotado pela Ciretran. Essa nova diretoria da Ciretran fez algumas alterações nos procedimentos adotados e isso gerou polêmica porque nós não concordamos com certas coisas, afirmou.
Ele disse que alguns associados se afastaram da Associação em função da morosidade dos trabalhos e da discordância com as alterações realizadas pela diretoria da Ciretran. Nós tentamos por várias vezes conversar com o diretor da Ciretran (delegado Cortez), mas não conseguimos nos colocar em acordo, afirmou.
Os salários dos funcionários demitidos eram, em média, de R$ 400,00 mensais. O tesoureiro da Associação do Despachantes, Jairo José Celestino, responsável pelos pagamentos dos funcionários, disse que realizou a demissão muito contrariado. Foi com dor no coração que fiz a demissão. Nós trabalhamos há muito tempo juntos e já temos uma amizade, afirmou. Ele disse que conversou bastante com os funcionários e eles já sabiam que isso ia acontecer.
Os despachantes temem a situação porque, segundo eles, os prejudicados serão os usuários. Infelizmente, não houve um acordo. Várias vezes tentamos uma conversa. Agora, quem depender dos trabalhos dos despachantes serão prejudicados, disse Brancaglião.
Brancaglião e Celestino disseram que não há possibilidade de esses funcionários voltarem a ser contratados. O trabalho realizado pelos funcionários demitidos, de acordo com eles, não deverá ser prejudicado. Estava sem sentido esses funcionários trabalhando ali. De nada adiantava. Nós perdemos a motivação de manter essa estrutura que a Associação tem, afirmaram.