08 de julho de 2026
Geral

Ibitinga se prepara para exportar bordados

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Ibitinga - As indústrias de bordado de Ibitinga se preparam para conquistar consumidores de outros países, formando consórcios de exportação. A cidade é hoje responsável pela produção e distribuição de grande parte dos bordados em roupas de cama, mesa, banho e artigos para decoração para todo o País.

De acordo com o Sebrae-SP, o primeiro passo para a entrada no mercado internacional foi dado no final do ano passado, numa reunião entre empresários e o gerente de Negócios do Sebrae/SP, Geraldo Chaves Júnior.

A idéia partiu do empresário Ermelindo Marques, que chegou a abrir uma prestadora de serviço sediada na cidade, na área de exportação e importação e que organizou o encontro na Associação Comercial e Industrial de Ibitinga (Acii). Na ocasião, os empresários foram informados sobre a atuação da Apex , que poderá ser um parceiro decisivo na empreitada, além da proximidade com o Escritório Regional de Araraquara, que poderá organizar os preparativos. Como resultado do encontro já foi marcada nova reunião e os participantes se comprometeram a buscar mais empresários que possam se juntar ao grupo.

A formação de consórcios, segundo Ermelindo Marques, deve facilitar as atividades de exportação, principalmente entre os pequenos e médios fabricantes. Hoje, a exportação dos bordados de Ibitinga está restrita a poucos fabricantes, com maior poder. E foi exatamente isso que levou Marques a abrir a prestadora de serviços. Porque as pessoas não exportam tanto quanto poderiam. O que se pretende, segundo ele, é que a exportação não ocorra apenas para o Mercosul. Estaremos abrindo novos mercados. E os serviços englobariam também a importação de produtos por parte daquelas empresas que desejarem inovar em material.

Hoje, por força da globalização, o que se vê, lembra Marques, são novos produtos estrangeiros invandindo o mercado brasileiro. E esse é um dos pontos que se pretende debater com os empresários locais. Porque, mesmo com uma boa demanda aqui no Brasil, Marques diz que é fundamental conscientizar os produtores sobre a importância de se garantir espaço aqui e também lá fora. O grande problema é que todo mundo está entrando no mercado dos empresários do Brasil. Então, se o nosso produtor não entrar no mercado dos outros, ele pode perder o mercado dele aqui dentro e ter dificuldade de expandir lá fora.

Durante encontros que devem acontecer de agora em diante, o que se pretende também, é fazer o pequeno fabricante ver que a exportação não é um bicho-de-sete-cabeças como podem imaginar alguns.

Marques lembra que entre muitos fabricantes, principalmente aqueles que nunca trabalharam com exportação ou aqueles que tentaram e desistiram, existe um certo receio ou conceito equivocado sobre o assunto. Tem gente que tentou fazer por si só, sem muitas instruções, foi por caminhos errados e o negócio acabou fracassando, diz Marques.